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Segurança Contra Incêndio

Deteção de Incêndio Residencial

Padrão do Incêndio Urbano


Regra geral, os incêndios urbanos têm origem no comportamento negligente que se verifica em atividades tão banais como cozinhar ou fumar.

Ocorrendo principalmente em divisões como a sala de estar, a cozinha ou os quartos, os incêndios urbanos acontecem com mais incidência durante os fins-de-semana e nas divisões onde existem mais têxteis e mobília.

As principais vítimas destes incêndios são as crianças e os idosos. Entre os fatores que mais contribuem para a ocorrência de vítimas mortais, está o condicionamento físico, como as dificuldades motoras, e a diminuição das capacidades cognitivas verificadas aquando do consumo de bebidas alcoólicas.

Todos os anos são registados em Portugal inúmeros incêndios em habitações. Segundo o anuário de ocorrências de proteção civil da ANPC, só em 2010 foram registados 7439 incêndios em edifícios de habitação. Os distritos onde foram registadas mais ocorrências foram Lisboa, Porto e Setúbal. Em termos de distribuição anual, os meses de janeiro, fevereiro, março e dezembro foram aqueles onde se registaram valores significativamente superiores à média mensal.

 

Deteção de incêndio


A deteção de incêndio é um dos meios mais eficientes para a rápida identificação de um foco de incêndio. Nas habitações podem ser utilizados sistemas automáticos de deteção de incêndio (SADI) genéricos, ou soluções mais simples,  constituídas apenas por detetores de fumo autónomos. Estes detetores são sensíveis às partículas que são libertadas durante um processo de combustão e que ficam suspensas no ar. Tanto os sistemas automáticos de deteção de incêndio como os detetores de fumo autónomos carecem de possuir marcação CE e de cumprir as normas europeias que lhes são aplicáveis (SADI: EN 54; Detetores de fumo autónomos: EN 14604). Quando bem instalada e mantida, a deteção de incêndio pode ajudar a salvar vidas.

 

 


Como é instalada?

A instalação da deteção de incêndio deve ser realizada por empresas de segurança especializadas, com técnicos qualificados e devidamente registada na Autoridade Nacional de Proteção Civil. O técnico deverá averiguar o número de detetores a instalar na sua casa e a localização dos mesmos, consoante a configuração da habitação e os riscos presentes. No caso de optar apenas pela instalação de detetores de fumo autónomos, em detrimento de um sistema automático de deteção de incêndio, deve ser tido em atenção que estes detetores devem ser colocados de forma a serem audíveis em todas as divisões da casa, principalmente nos quartos para que quando estiver a dormir possa ser alertado para o perigo.


Necessita de manutenção?

A deteção de incêndio, à semelhança de qualquer outro meio de proteção, só é uma verdadeira aliada quando é objeto de manutenção regular.

Tendo os detetores de fumos as suas câmaras expostas ao meio ambiente são sujeitos a acumulação de poeiras e outras partículas suspensas no ar, o que poderá alterar a sua sensibilidade, podendo inibir a deteção ou criar falsos alarmes. Aconselha-se, por isso, que os sistemas com este tipo de detetores sejam sujeitos, em condições normais, a uma ou duas manutenções anuais, conforme as condições ambientais do local.


Incêndios vs. Falta de  Manutenção


A taxa de vítimas mortais por ocorrência de incêndio em habitações equipadas com deteção de incêndio é menos de metade da taxa de vítimas mortais em incêndios ocorridos em habitações sem deteção ou com deteção mas inoperacional (0.53 contra 1.18 mortes por 100 incêndios).

A taxa de vítimas mortais é muito mais elevada em incêndios ocorridos em habitações com deteção de incêndio instalada mas não operacional (1.94 mortes em cada 100 incêndios) do que em casas sem qualquer deteção de incêndio.

Proporcionalmente há menos vítimas mortais do que ocorrências de incêndios em casas equipadas com deteção de incêndio. A instalação de sistemas de deteção de incêndio confere um sentimento de segurança mas se a manutenção não for efetuada existe um sentimento de falsa segurança.