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Segurança Eletrónica

Segurança Física e Proteção Perimetral

A segurança física corresponde à constituição de barreiras de forma a evitar, ou retardar, intrusões e garantir uma resposta mais eficaz às mesmas. É o ramo da segurança que visa prevenir acessos não autorizados a equipamentos, instalações, materiais ou documentos. Este tipo de segurança pode ser concretizado através de uma simples porta ou envolver complexos sistemas de segurança onde a tecnologia de ponta é uma constante.

Ao contrário do que se pode pensar, a preocupação com a segurança física não é um fenómeno recente. Deste muito cedo na história da humanidade que a garantia da segurança de certos espaços foi uma preocupação. Por esta razão é com relativa facilidade que encontramos no passado vários exemplos de aplicação de medidas para garantir a segurança física de determinados lugares. As muralhas e os fossos construídos nos castelos medievais são apenas dois exemplos antigos de segurança física.

No entanto, os sistemas de segurança física têm sofrido uma evolução significativa nos últimos anos, nomeadamente devido à incorporação, nos sistemas mais modernos, de tecnologias como:
 
  • Deteção por infravermelhos
  • Mecanismos de controlo eletrónico de acessos
  • Videovigilância

Independentemente dos desenvolvimentos tecnológicos recentes, o objetivo final de prevenir acessos não autorizados a equipamentos, instalações, materiais ou documentos continua o mesmo. 
Conteúdo atualizado em agosto de 2021

Riscos e Graus de Segurança

Quando se pretende garantir a segurança física de um espaço é fundamental realizar uma análise eficiente e conclusiva dos riscos existentes. Nesse sentido, a norma europeia EN 50131 define quatro graus de risco que devem ser considerados:
 
Grau 1 – Baixo Risco: Utilizado para definir instalações em que se considera pouco provável a existência de intrusões. Neste grau, considera-se que as intrusões existentes não são planeadas e caracterizam-se pela tentativa de forçar portas ou janelas de forma arbitrária.
 
Grau 2 – Risco Baixo a Médio: Categoria onde se situam a maioria dos sistemas residenciais ou instalações comerciais de baixo risco. Considera-se que os intrusos não possuem grandes conhecimentos acerca dos sistemas de segurança e que têm recursos limitados. A estratégia de intrusão passa por ter acesso às instalações através de pontos desprotegidos.
 
Grau 3 – Risco Médio a Elevado: É nesta categoria que está inserida a maioria das instalações comerciais e industriais. Ao contrário das categorias anteriores, espera-se que os intrusos tenham experiência a lidar com sistemas de deteção de intrusão e que possuam o equipamento necessário para lidar com os sistemas de proteção mais simples.
 
Grau 4 – Risco Elevado: Engloba as instalações de alta segurança e de risco elevado. Nesta fase já não se espera que possíveis intrusões sejam realizadas por um único intruso. Ao invés, é expectável que a intrusão seja realizada por um grupo de indivíduos com elevado conhecimento sobre mecanismos de segurança, que preparou detalhadamente o plano de ação e que tem disponíveis recursos tecnológicos muito avançados.

Um sistema de segurança física eficaz

Apesar do objetivo da segurança física ser evitar o acesso de pessoas indesejadas a determinados espaços físicos, documentos ou produtos, pode haver diferentes formas de abordar este problema.
 
Um sistema de segurança física é eficaz quando dá resposta ao tipo de intrusos esperado. No entanto, o sistema também pode ser considerado eficaz quando obriga o intruso a ter custos superiores com o planeamento e intrusão, quando comparados com os valores dos bens que pretende roubar.
 
Um sistema de segurança física eficaz utiliza um conceito com várias layers interligadas entre si. Nestes sistemas há dois tipos de defesa implícita. A defesa passiva, sempre que se pretende evitar ou atrasar as ações de possíveis intrusos. A defesa ativa, quando se deteta uma intrusão e se dá início aos processos de resposta.
 
Quando se planeia um sistema de segurança física é fundamental ter em consideração que cada espaço a proteger é um espaço único. Como tal, mesmo que o sistema adote estratégias adaptadas de outros projetos, deve ter em conta a singularidade do espaço protegido.

Etapas de Planeamento de um Sistema de Segurança
  • Dissuasão
  • Deteção
  • Alarme
  • Retardamento
  • Resposta

Um sistema de segurança assenta em três pilares principais - as pessoas, as tecnologias e os processos.
 
Neste equilíbrio, e além do papel desempenhado pelas tecnologias ao dispor, é o papel da intervenção humana aquele que assume maior importância. A incapacidade da tecnologia para desempenhar tarefas que podem ser tão simples como identificar a presença de um indivíduo ou as intenções deste, continuam a fazer do fator humano um componente indispensável em qualquer sistema de segurança física. A presença humana é também importante porque este é o último garante do sistema quando a tecnologia falha.
 
No entanto, e apesar da importância que assume nos sistemas de segurança, o fator humano está também sujeito a falhar. Isto pode acontecer por variadas razões, desde distrações a excesso de confiança nas tecnologias utilizadas.

Possíveis falhas humanas:
 
  • Permissão de acessos não autorizados
  • Partilha de códigos de segurança
  • Revelação de informação importante sobre os sistemas

Sistemas de Deteção e Proteção Perimetral

A segurança perimetral diz respeito a todos os meios físicos, eletrónicos e humanos utilizados para garantir que o perímetro de um edifício ou área tem proteção contra potenciais ameaças e acessos não autorizados.
 
Além de ser muito importante adequar estes sistemas aos espaços protegidos, é conveniente que se pensem os sistemas em conformidade com os recursos financeiros disponíveis. Aos custos de aquisição é necessário acrescentar as despesas de manutenção que são essenciais para garantir o correto funcionamento do sistema.
 
Como os sistemas de deteção perimetral fazem parte dos sistemas de segurança física, estes são também constituídos por várias layers aos quais, normalmente, corresponde o uso de diferentes tecnologias. O facto dos diferentes layers estarem interligadas dificulta a ação do intruso, que assim tem de lidar com vários mecanismos de proteção ao mesmo tempo. Quando as layers não estão interligadas, correspondendo somente a um somatório das mesmas, a tarefa do intruso é facilitada porque este só tem de se preocupar com um obstáculo de cada vez.
 
Algumas das tecnologias mais utilizadas são:
 
Barreiras de deteção:
  • Barreiras de infravermelhos;
  • Barreiras de Microondas;
  • Barreiras de dupla tecnologia;
 
Linhas enterradas ou associadas a uma vedação:
  • Sensores sísmicos ou de pressão que respondem a distúrbios no solo associados ao impacto da deslocação;
  • Sensores de campo eletromagnético que respondem à alteração no campo electromagnético causado pela movimentação de material metálico, ideais para a deteção de veículos ou armas;
  • Deteção por cabo coaxial – Mede a alterações de condutividade;
  • Deteção por fibra ótica – Mede a variação de intensidade e difracção de luz resultantes da deformação a que a fibra for sujeita;
  • Cabo sensor – Deteta movimentos ou choque provocado por um indivíduo em contacto com a vedação.
 
As novas tecnologias de análise inteligente de vídeo são cada vez mais usadas e permitem definir no sistema de videovigilância “vedações virtuais” em torno da área a proteger, constituindo-se assim como alternativa ou complemento da deteção convencional.

Espaços e Método Comum

Espaços onde se recomenda a instalação destes sistemas:
  • Propriedades Privadas Rodeadas de Espaços Abertos;
  • Empresas;
  • Armazéns e Espaços Comerciais;
  • Recintos Vedados.
 
Método Comum de Conceção:
  • Vedação que protege contra atos de vandalismo e circulação de animais;
  • Uma ou duas barreiras de sensores;
  • Estrutura de paredes massiva em instalações de alto risco.