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Acidentes agrícolas: Portugal na terceira posição do ranking de sinistralidade da UE
2017-11-29
A estatística da sinistralidade com tratores na União Europeia coloca Portugal no terceiro lugar, com 123 mortos entre 2015 e 2016. 

Estes números são consequência da falta de segurança no trabalho agrícola, resultando num número elevado de mortes associadas principalmente a acidentes com tratores agrícolas. A nível nacional, as situações de risco estão maioritariamente ligadas à falta de formação dos manobradores, à parca manutenção dos veículos, a inexistência do arco de “Santo António”, e a pouca ou inexistente avaliação dos perigos de um terreno inclinado ou da carga transportada. 

Segundo Aurora Sousa, da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de Vila Real, “as pessoas, apesar de todos os alertas e todas as notícias de mortes, vêm descurando de alguma forma a segurança. Os trabalhos são exigentes, precisam de os fazer, a população que pega nos tratores é cada vez mais envelhecida e não está sensibilizada para estas questões de segurança”.

Perante este cenário, urge “sensibilizar, alertar e aconselhar os agricultores para os riscos e perigos com o uso dos tratores”, alerta Isabel Santana, da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas (CONFAGRI). De acordo com a informação partilhada pela responsável, a probabilidade de morte por acidente de um operador de tratores agrícolas é oito vezes maior ao de um condutor de ligeiros ou pesados. 

Em Portugal, entre 2004 e 2013 foram registadas 305 mortes em acidentes de tratores, 55 em 2015 e 68 em 2016.
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