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Atualização: Chamas em Monchique já queimaram mais de 23.400 ha
2018-08-09
O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Monchique já destruiu 23.478 hectares, mais de metade da área ardida na região em 2003, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

De acordo com os dados europeus, no incêndio que começou em Perna da Negra (Monchique) tinham ardido até hoje de manhã 23.478 hectares, mais de metade dos 41 mil que o fogo destruiu na mesma região em 2003, nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

O fogo de Monchique (Algarve) já destruiu quatro vezes mais do que a área ardida este ano até 15 de julho (5.327 hectares). O maior incêndio em termos de área ardida que este ano se tinha verificado até à semana passada em território nacional era o da Guarda, onde em fevereiro arderam 86 hectares.

Segundo informações divulgadas hoje pela proteção civil, o perímetro do incêndio de Monchique já ultrapassa os 100 quilómetros. No ano passado, as chamas destruíram mais de 440 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Hoje de manhã estavam deslocadas 299 pessoas, distribuídas por centros de apoio em Portimão, na vila de Monchique, em Marmelete (no mesmo concelho), Silves e São Bartolomeu de Messines. A Proteção Civil atualizou também o número de feridos em 36, mantendo-se apenas um grave.


Monchique sem frentes ativas mas com pontos quentes


A situação do incêndio de Monchique e Silves está hoje mais calma, não existindo frentes ativas, mas alguns "pontos quentes", de acordo com o Proteção Civil, que alerta para a possibilidade de reativações durante a tarde.

A 2.ª comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, informou aos jornalistas que os “pontos quentes” são a Fóia (concelho de Monchique) e a zona entre São Marcos da Serra, São Bartolomeu de Messines e Silves (concelho de Silves).

Patrícia Gaspar adiantou, contudo, que perto das 10:00 foram acionados dois meios aéreos de vigilância para monitorizar as áreas críticas e dois aviões médios anfíbios de combate. Um helicóptero de reconhecimento está a percorrer todo o perímetro do incêndio a uma altitude mais baixa, permitindo visualizar a disposição das forças e um avião que voa a uma altitude superior e que tem capacidade para fazer vídeos. "Acionámos também um meio de vigilância que vai transmitir em direto imagens para o posto de comando e que nos permite ver melhor onde são estes pontos quentes", esclareceu. 

Fonte: Lusa
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