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COVID19 | APSEI pede melhores apoios para as empresas de segurança
2020-03-24
A associação considera que algumas das medidas apresentadas na Portaria 71-A/2020, de 15 de março de 2020, pouco beneficiam as empresas de segurança.
Com escritórios e fábricas a encerrar, o papel destas empresas é ainda mais importante para garantir a segurança de pessoas e bens e limitar o crime contra o património.

 
O setor da segurança é essencial para a manutenção do estado de direito, liberdades e garantias da população e, por isso, a APSEI – Associação Portuguesa de Segurança alerta para o facto de a maioria das empresas de segurança suas associadas, nas áreas de segurança contra incêndio, segurança eletrónica, segurança no transporte de mercadorias perigosas e segurança no trabalho, não se rever na Portaria 71-A/2020, de 15 de março de 2020, que define e regulamenta os termos e as condições de atribuição dos apoios imediatos de caráter extraordinário, temporário e transitório, destinados aos trabalhadores e empregadores afetados pela COVID-19, tendo em vista a manutenção dos postos de trabalho e mitigação de situações de crise empresarial. A associação denuncia mais precisamente o facto de os financiamentos anunciados serem, no máximo, a quatro anos e das empresas apenas poderem recorrer ao apoio do Estado 60 dias após se verificarem quebras significativas – de 40% – na faturação.

“Durante esses 60 dias, a larga maioria das empresas não terá condições para manter os postos de trabalho, cumprir as obrigações com as entidades como fornecedores de bens e serviços e com o próprio Estado. Corre-se o sério risco de quebra de compromissos em toda a linha do negócio, que levará a milhares de despedimentos”, defende Carlos Dias, presidente da APSEI.

Devido a vários negócios em Portugal continental e ilhas terem cessado a sua atividade, são inúmeras as instalações que se encontram fechadas e, por isso, muito mais vulneráveis a assaltos; risco este que aumenta em zonas industriais e comerciais, onde todas as empresas estão e permanecerão fechadas, tornando o papel destas empresas de segurança ainda mais fundamental para o país. “Sem as empresas de segurança para garantir a manutenção, instalação e atuação, o crime contra o património irá continuar a aumentar”, garante Carlos Dias, relembrando que é também nestas alturas de menos vigilância que a probabilidade de ocorrência de incêndios aumenta, sendo fundamental que não sejam negligenciadas as ações de manutenção das instalações de proteção contra incêndio. Situação esta já verificada pelos seus associados, cujos serviços de manutenção preventiva estão a ser adiados por parte dos clientes.

“As empresas precisam do dinheiro agora, para cumprir com as responsabilidades de agora”, alerta o responsável, reforçando que “a medida em que as empresas têm de adiantar os 70% respeitantes ao apoio futuro da Segurança Social, quando em regime de layoff, pouco as irá beneficiar. Se os apoios às empresas não surgirem sem a imposição de condições que os inviabilizem e sem o peso burocrático, muitos negócios não irão resistir e, consequentemente, teremos um cenário de desemprego para muitas pessoas”.

Apesar das dificuldades que se enfrentam hoje, a associação não deixa de agradecer aos profissionais do setor que, apesar dos riscos a que estão diariamente expostos, mantêm a sua atividade diária para que Portugal continue em segurança.
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