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Incêndio no Zmar: 700 pessoas retiradas, prejuízos “avultados”
2016-09-26
Um incêndio no Eco Campo Resort Zmar, na Zambujeira do Mar, levou à evacuação de todo o empreendimento, tendo sido retiradas cerca de 700 pessoas, entre turistas e funcionários do empreendimento. Não há feridos, mas os danos são avultados.

“Dos nossos clientes, alguns foram embora por opção própria e outros, que estavam a passar o fim de semana, foram realojadas em outras unidades hoteleiras, às nossas custas, naturalmente”, disse à agência Lusa João Ribeiro Ferreira, administrador-executivo da Multiparques, empresa proprietária do complexo, perto de Zambujeira do Mar, no distrito de Beja.

Segundo João Ribeiro Ferreira, que realçou que “não houve qualquer tipo de dano humano” em resultado do fogo, o empreendimento turístico sofreu, contudo, “danos avultados”, que não estão ainda quantificados.

O responsável assinalou que outras valências do complexo não foram afetadas. “Todos os alojamentos estão intactos, não houve perda de bens pessoais das próprias pessoas” e um outro edifício central do empreendimento, com “a sala Odemira e os escritórios”, também não ardeu, sublinhou. “O que ardeu tudo foi a parte da cozinha, sala de estar, do pessoal, os balneários da piscina de ondas e o Spa”, precisou.

Questionado pela Lusa sobre se o Zmar vai ter de fechar temporariamente para reparações, o administrador-executivo também não quis, por enquanto, revelar qualquer cenário futuro. Quanto às causas do fogo, João Ribeiro disse que, primeiro, vai aguardar “pelas perícias que vão ser feitas” pela Polícia Judiciária.

Já o autarca de Odemira, ouvido pela Lusa, lamentou o sucedido e salientou a importância do empreendimento para o concelho, pois, “além do impacto económico e turístico”, o Zmar “tem impacto social”, já que “tem quase uma centena de funcionários no ativo”.

O presidente da câmara rejeitou a possibilidade de que algum equipamento de combate a fogos pertencente ao complexo possa não ter funcionado, frisando que “tudo esteve operacional”, incluindo “extintores e bocas-de-incêndio”, isto depois de várias testemunhas terem referido que os extintores não tinham funcionado quando o fogo estava apenas no início.

O incêndio foi dominado pelos bombeiros às 20h03, confirmou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja. No local estiveram 94 operacionais, auxiliados por 28 viaturas, dos bombeiros, GNR, AFOCELCA, Instituto Nacional de Emergência Médica e Autoridade Nacional da Proteção Civil. Também houve recurso a um helicóptero no combate às chamas.

Antes de dominarem as chamas, os bombeiros conseguiram circunscrevê-las “a esse edifício central”, feito “todo em madeira” e evitaram que se propagassem “às outras estruturas do complexo turístico”. O fogo, além de afetar o parque de campismo, ganhou também uma dimensão rural, quando se propagou “ao pasto e, depois, a uma área de povoamento florestal”, explicou Vitor Cabrita.

O combate ao incêndio rural mobilizou meios terrestres e um helicóptero.

Tanto os bombeiros, como o Comando Territorial de Beja da GNR, não têm registo de quaisquer feridos, devido ao incêndio, que obrigou, contudo, à evacuação do complexo turístico.

O alerta foi dado às 17h39. Segundo disse ao Observador fonte dos bombeiros de Beja, o fogo começou no edifício principal de madeira doresort, onde decorria um casamento. Um curto-circuito terá estado na origem de tudo. O fogo alastrou depois a bungalows em redor do edifício principal e as chamas acabaram por chegar a uma zona florestal que envolve o resort.

As pessoas foram todas retiradas e não há registo de feridos. Além dos convidados do casamento que decorria no local, também um grupo de crianças que estava na piscina do espaço foi retirado pelos bombeiros. A mesma testemunha conta ao Observador que tudo decorreu sem sobressaltos, os hóspedes do resort estariam “tranquilos” depois de terem sido alertados para o incêndio.

Várias testemunhas no local — entre as quais, Filipa Oliveira, em declarações ao Observador — referem que, no início do incêndio, algumas das pessoas terão tentado combater as chamas com os extintores do resort. Mas os equipamentos não terão funcionado. São estas declarações que são desmentidas pelo presidente da Câmara Municipal de Odemira.

Fonte: Observador

 
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