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Lesões e acidentes de trabalho custam 476 mil milhões de euros por ano na UE
2017-09-05
A Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho (EU-OSHA), em conjunto com a Organização Mundial do Trabalho, apresentou esta semana novas estimativas dos custos de uma má segurança e saúde no trabalho (SST). As novas conclusões revelam que as lesões e as doenças relacionadas com o trabalho equivalem a uma perda de 3,3 % do PIB da União Europeia, o equivalente 476 mil milhões de euros todos os anos. A nível mundial, as perdas são de 3,9 % do PIB e correspondem a um custo anual de cerca de 2.680 mil milhões de euros.

As estimativas são o resultado das conclusões de um importante projeto sobre os custos e benefícios da SST. O projeto foi realizado pela Organização Mundial do Trabalho (OMT), o Ministério dos Assuntos Sociais e da Saúde da Finlândia, o Instituto Finlandês de Saúde no Trabalho (FIOH), o Instituto WSH de Singapura, a Comissão Internacional de Saúde no Trabalho (ICOH) e a EU-OSHA.

Antecipando o XXI Congresso Internacional de Segurança e Saúde no Trabalho, que se realizará em Singapura de 3 a 6 de setembro, a Diretora da EU-OSHA, Christa Sedlatschek, afirmou: «O trabalho seguro e saudável é um direito humano fundamental, mas estas novas estimativas dos custos da insuficiência ou inexistência de medidas em SST revelam que a importância económica da SST nunca foi tão grande. Os problemas de saúde e as lesões relacionados com o trabalho custam à União Europeia 3,3 % do seu PIB. Trata-se de 476 mil milhões de euros todos os anos, que podem ser poupados com estratégias, políticas e práticas de segurança e saúde no trabalho adequadas.».

As boas práticas em SST podem contribuir para a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade das empresas, bem como para a redução dos custos com os cuidados de saúde e outros ónus sociais. Mas os custos de uma má SST são elevados - para as pessoas, as empresas e a sociedade. O projeto sobre custos e benefícios permitiu à EU-OSHA envidar esforços para identificar e avaliar os dados disponíveis na UE e a nível mundial no sentido de obter estimativas exatas e atualizadas sobre os custos das doenças e lesões relacionadas com o trabalho.

No Congresso Internacional serão apresentadas também outras conclusões, nomeadamente:
  • As doenças relacionadas com o trabalho representam 86 % de todas as mortes relacionadas com o trabalho em todo o mundo e 98 % das mortes na UE.
  • Perdem-se, a nível mundial, 123,3 milhões de AVAI (anos de vida ajustados por incapacitação), 7,1 milhões dos quais na UE, em resultado de lesões e doenças relacionadas com o trabalho. Deste valor, 67, 8 milhões (3,4 milhões na UE) são casos de morte e 55,5 milhões (3,7 milhões na UE) de incapacitação.
  • Na maioria dos países da Europa, o cancro relacionado com o trabalho é responsável pela maior fatia dos custos (119,5 mil milhões de euros ou 0,81 % do PIB da UE), ocupando os problemas músculo-esqueléticos o segundo lugar.

Uma nova ferramenta de visualização de dados, criada pela EU-OSHA no âmbito do projeto, será também apresentada em primeira mão no Congresso Internacional. A ferramenta mostra, de uma forma acessível, os custos das lesões e dos acidentes relacionados com o trabalho a nível mundial. Os principais resultados são apresentados na forma de infografias, permitindo aos investigadores e aos decisores políticos explorar as conclusões com rapidez e facilidade. Para maior transparência e uma utilização mais fácil, a ferramenta de visualização conta ainda com um glossário dos termos mais utilizados e um guia sobre os métodos utilizados.

 
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