PT EN   

ATUALIDADE


Notícias

Ministra da Administração Interna apela ao comportamento preventivo dos cidadãos
2016-07-06
No decorrer da cerimónia comemorativa dos 130 anos dos Bombeiros Voluntários de Cascais, Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, advertiu no último domingo para os riscos das condições meteorológicas em matéria de incêndios florestais e apelou ao comportamento preventivo por parte dos cidadãos.

Segundo o jornal Público, a ministra classificou ainda os bombeiros voluntários como “um grande pilar da proteção civil”, referindo-se igualmente aos “excelentes resultados” verificados na fase “Bravo”, que antecedeu o período de maior risco de incêndios, de 1 de julho a 30 de setembro, com a área ardida do território nacional a ser a menor dos últimos dez anos. Porém, “as condições meteorológicas levaram a um crescimento da vegetação e ao aumento da carga de combustível” nas florestas, o que “acarreta agora um maior risco para esta nova fase que se iniciou este mês”, declarou Constança Urbano de Sousa.

“A prevenção começa pelos comportamentos dos cidadãos, que devem evitar comportamentos de riscos. A proteção civil começa em cada um de nós, e Portugal sem fogos depende de cada cidadão”, vincou a ministra.

Na mesma cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou-se, por seu turno, “atento” e “em estado de prontidão” para estar ao lado dos bombeiros nesta fase de maior risco de incêndios florestais, num discurso em que fez elogios à ministra da Administração Interna.

“No terceiro dia em que o país entrou na fase Charlie [de risco elevado de incêndio], quero dizer que o Presidente da República vive dia-a-dia essa fase em conjunto com a ministra da Administração Interna, está atento e está em estado de prontidão. Isto é, sendo necessário, avançará para onde for imprescindível a sua presença”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo-se “testemunha” do empenho da ministra em relação aos bombeiros de Portugal.

Antes, Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, aludiu ao fim da possibilidade de as transferências do Estado para os bombeiros serem reduzidas anualmente em 5%, algo que considerar passível de criar “imprevisibilidade orçamental”, pedindo ao Governo para apresentar um diploma que crie incentivos ao voluntariado.
« voltar