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Novo Sistema Nacional de Alerta de Tsunami em Portugal
2017-12-05
O sistema de alerta precoce de tsunamis recentemente instalado no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) irá detetar qualquer movimento terrestre ou deslocação de águas a partir de centenas de sensores instalados ao longo da costa portuguesa.

O equipamento serve principalmente para melhorar a coordenação e antecipação entre o IPMA e a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). O sistema conseguirá detetar qualquer sismo que afete a região e enviar informação relevante às autoridades portuguesas, o que permitirá alertar a população e trabalhar na evacuação para áreas seguras oito minutos antes de qualquer maremoto acontecer. 

Durante a inauguração do novo equipamento, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, em declarações ao Diário de Notícias, focou-se na importância de aumentar a segurança contra tsunamis em território nacional: “o terramoto de 1755 esteve associado a um dos maiores tsunamis de que há registo (…) os tsunamis não são uma realidade distante e exótica. Portugal tem de estar no centro do melhor das redes científicas globais”.

Com esta instalação, Portugal junta-se a França, Turquia, Itália e Grécia, tornando-se no mais recente da região do Atlântico Nordeste, Mediterrâneo e Mares Conectados (NEAM) a ter um sistema de alerta prévio que aumenta consideravelmente a capacidade europeia resposta a este tipo de catástrofe. 

Este sistema foi lançado - com a participação da UNESCO - na sequência do tsunami de 2004 que afetou a Indonésia e outras regiões da Ásia. O aumento da disponibilidade e do acesso a sistemas de alerta prévio de múltiplos riscos de desastre é um dos sete objetivos do Quadro de Ação Sendai, adotado no Japão em 2015 pelos líderes mundiais.
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