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RASI 2019: sobe criminalidade geral e violenta
2020-07-03
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2019 indica que a criminalidade violenta e grave aumentou 3% no ano passado em relação a 2018, enquanto a criminalidade geral subiu 0,7%.

 “No ano de 2019 registou-se um ligeiro aumento da criminalidade geral e da criminalidade violenta e grave. A criminalidade geral registou mais 2.391 participações (333.223 para 335.614), o que corresponde a um aumento de 0,7%. A criminalidade violenta e grave registou mais 417 participações (13.981 para 14.398), o que corresponde um aumento de 3%”, lê-se no documento.

Os crimes que contribuíram para o aumento da criminalidade geral em 2019 foi a burla informática e nas comunicações, que registou uma significativa subida de 66,7% em relação ao ano anterior, passando das 9.783 participações em 2018 para 16.301 em 2019.

No âmbito da criminalidade grave e violenta registou-se um aumento de 29,8% das participações por crime de roubo em edifícios comerciais e industriais (326 em 2018 e 423 em 2019) e de 23,8% por crime de rapto, sequestro e tomada de reféns (273 em 2018 e 338 em 2019), sendo que, no crime de roubo na via pública sem esticão, se registou, também, um ligeiro aumento de 11,8% nas participações (5.296 em 2018 e 5.923 em 2019).

Já os crimes que mais desceram no ano passado, desceram o furto por carteirista (-21,1%), furto em residência com arrombamento, escalamento ou chaves falsas (-9,9%) e furto em veículo motorizado (-8%). Registaram-se também menos 21 homicídios em relação a 2018 (-19,1%) e o roubo a transportes públicos desceu 5,1% (447 e 424) e o roubo a residência também decresceu 5,1% (605 e 574).

O RASI revela também que os efetivos da GNR, PSP, Polícia Judiciária, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Polícia Marítima diminuíram 1,9% em 2019 face a 2018, tendo saído 1.284 elementos e entrado 408.

O RASI 2019 foi entregue, na passada terça-feira, na Assembleia da República. De acordo com a Lei de Segurança Interna, o RASI deve ser enviado ao parlamento até 31 de março, contudo a declaração do estado de emergência levou à suspensão deste prazo.

Fonte: Lusa

 
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