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Torre de Grenfell – portas submetidas a ensaios de resistência ao fogo revelam resistência insuficiente
2018-03-27
Foram conhecidos alguns desenvolvimentos nas investigações consequentes ao incêndio da torre de Grenfell, ocorrido a 14 de junho de 2017, em Londres, e que vitimou 71 pessoas.
 
Através da realização de ensaios em portas resistentes ao fogo presentes na torre, os especialistas responsáveis pela investigação determinaram que estas teriam uma resistência igual a metade da que deveriam apresentar. Pelo menos uma das portas, pertencente a um dos apartamentos não afetados pelo incêndio, apresentou um tempo de resistência ao fogo de 15 minutos, quando seria suposto resistir aos efeitos de um incêndio durante, pelo menos, 30 minutos.
 
Fontes governamentais confirmaram a realização de ensaios em três das portas resistentes ao fogo pertencentes a apartamentos da torre de Grenfell, mas referem que estes ensaios foram realizados sob condições desfavoráveis e sem cumprimento integral das diretrizes e, como tal, os resultados ainda são considerados como inconclusivos.
 
Um dos principais fatores que potenciaram o desenvolvimento e agravamento do incêndio da torre de Grenfell terá sido o revestimento existente nas fachadas do edifício, tratando-se de painéis sandwich de alumínio e polietileno, um material potencialmente combustível quando mal aplicado ou instalado. Na sequência da tragédia, as autoridades inglesas lançaram uma campanha de inspeções a edifícios com mais de 18 metros de altura e com utilização destes materiais e, à data de fevereiro de 2018 e segundo os relatórios mensais, foram detetados 301 casos em que os especialistas consideram que poderão não ser cumpridos os regulamentos de construção em vigor no Reino Unido.
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