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PROTEGER #23 - Abril de 2015
 
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Sistemas de Extinção por Sprinklers

Os sistemas automáticos de extinção por sprinklers são um dos métodos de proteção contra incendio mais utilizados em todo o mundo e o incentivo a sua utilização tem sido um das principais tendências na proteção de pessoas e bens das últimas décadas. Nesta edição da PROTEGER olhamos para as razoes que justificam a sua utilização em diferentes edifícios e como se caracteriza o panorama legal europeu atual. Iremos ainda abordar a sustentabilidade destes sistemas e quais os requisitos de instalação do sistemas de bombagem para serviço de incendio.


EXTINÇÃO AUTOMÁTICA DE INCÊNDIOS POR SPRINKLERS

Abordagem Sintética


António Rosa Gomes
Consultor da Tecniquitel
 
Este artigo tem como objetivo efetuar uma abordagem sintética aos sistemas de extinção automática por sprinklers e, pese embora o tema seja abordado tecnicamente em abstrato, pretende‑se enquadrá-lo na realidade portuguesa.
 
De modo generalizado, o emprego de sistemas de sprinklers em Portugal é relativamente recente e foi sobretudo alavancado pelo atual Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios (RJSCIE), mas ainda assim encontram-se algumas resistências. Naturalmente, antes da publicação do RJSCIE que já se utilizavam sistemas deste tipo, essencialmente por opção de proprietários, sendo algumas empresas referenciais de boas práticas desde a década de 50, como por exemplo a Companhia dos Carris de Ferro de Lisboa. Merece ainda especial destaque a iniciativa do antigo Instituto de Seguros de Portugal (atualmente designado ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões) com a publicação de um conjunto de Regras Técnicas em 1986 diretamente indexadas às tarifas dos produtos de seguro do ramo incêndio. No seu âmbito, este documento revela uma perspetiva técnica e recusa a limitação à mera prescrição administrativa pelas consequências que uma visão legalista — e redutora — pode ter em determinadas circunstâncias. Sem depreciação do quadro legal, que assegura um determinado conjunto de soluções para outro determinado conjunto de enquadramentos, importa estar particularmente atento às singularidades de cada sistema de sprinklers no seu contexto.

 


RAZÕES PARA O EMPREGO DESISTEMAS DE SPRINKLERS 

Em incêndios de desenvolvimento rápido e flash fires o recurso a extintores manuais ou meios manuais de primeira intervenção pode ser impraticável. Por seu lado, um sistema de sprinklers é um sistema de extinção automático e pode estar exposto a condições incompatíveis com a vida humana. O sistema não fugirá. Atuará. Porquê confiar num sistema de sprinklers? Porque são simples, mecânicos e certificados. O fumo e resíduos gasosos da combustão são tendencialmente mais perigosos para a vida humana do que o fogo, mas a atuação do sistema de sprinklers contribui de imediato para a diminuição de emissões. Podem encontrar-se dois grandes universos de razões:

Razões de natureza jurídica:O Decreto-Lei nº 220/2008 prevê no seu art.º 4º que o diploma assenta “nos princípios gerais da preservação da vida humana, do ambiente e do património cultural”, visando os valores referidos, comuns aliás às sociedades ocidentais. Outros ordenamentos jurídicos, quer Europeus, quer nos referenciais da comunidade Anglo-Saxónica (ou seja, Austrália, Canadá, Estados Unidos da América e Reino Unido), transpõem, quer para a o direito interno, quer para as práticas económico-sociais comuns, outros valores mais tangíveis e que evidenciam formas pragmáticas de abordagem que consolidam a sã convivência da obrigação legal com a realidade das sociedades modernas. O quadro I sintetiza os dois universos de razões.

Razões económico-sociais (pragmáticas):
As razões económico-sociais para emprego destes sistemas podem sintetizar-se num quadro de análise SWOT (quadro 2), que permitirá transitar em seguida para o detalhe.

Dados estatísticos:
São desconhecidos dados estatísticos nacionais publicados sobre esta matéria, pese embora se afigure que seriam um fator de gestão imprescindível, quer para o setor público como para o privado, para a avaliação sistemática de desempenho de atuação em incêndio. Nesta conformidade, a avaliação do real impacto económico dos sucessivos diplomas legais e torna-se um exercício muito difícil, senão mesmo impossível. Em contraponto, ao nível internacional encontra-se uma considerável fonte de elementos estatísticos. Publicados por entidades públicas e privadas. Todavia a dispersão de fontes por entidades de natureza distinta e que reportam realidades e perspetivas ainda mais diversificadas, em vários países e estados, conduzem a uma variedade e heterogeneidade de dados tal, que a sua análise tende a tornar-se tarefa infinita. É no entanto possível obter elementos que permitem chegar a conclusões gerais, ou pelo menos óbvias, a partir de algumas fontes nos Estados Unidos e Europa.
 
Proteção e atuação:

Segundo o relatório Reliability of Automatic Sprinkler Systems, sustentado por dados proporcionados pela NFPA, conclui-se que as perdas de vidas e bens em estruturas protegidas por sprinklers são relevantemente inferiores às das não protegidas. ↘ No passado, os sistemas de sprinklers tinham taxas de falha de atuação de 1 para 6, em incêndios com desenvolvimento suficiente para ativar estes sistemas. Sensivelmente 16% de insucesso. ↘ Com base nos dados existentes, a partir de 2005 evidencia-se que a taxa de atuação com sucesso em incêndios com desenvolvimento suficiente para ativar sistemas de sprinklers é de cerca de 93%.

↘ Dados mais recentes apontam para uma taxa de atuação com sucesso de cerca de 96%. Tal indica que estes sistemas tendem a não ter sucesso na extinção 1 vez em cada 25 incêndios. Sensivelmente 0,25% de insucesso. Refira-se ainda que a redução de perdas, quer em vidas humanas quer em danos materiais, é evidenciada em todos os elementos estatísticos disponíveis.
 
Razões comuns de falha dos sistemas de sprinklers:
Dada a dispersão de fontes estatísticas, não é possível estabelecer um percentual apurado que caracterize estas razões. Assim, são resumidas, abaixo, por ordem decrescente de fator desencadeador da falha. As razões mais comuns para a falha de operação do sistema são:

1. Sistema inativo, por válvula de seccionamento principal estar fechada. Trata-se de uma ação humana que reflete uma decisão do operador.
2. Sistema inadequado. Trata-se de uma falha humana de conceção sistémica, ou dimensionamento hidráulico, ou de projeto.
3. Falta de manutenção. Trata-se de uma falha humana.
4. Intervenção manual. Este conceito engloba dois tipos de eventos diferenciados: por atuação humana o sistema de sprinklers foi impedido de atuar, mas o incêndio foi dominado por essa intervenção, e; por atuação humana o sistema de sprinklers foi de forma indevida, inadequada ou involuntária impedido de atuar.
5. Congelamento (ação climatérica). Todas as fontes estatísticas colocam esta razão em último lugar com valores de incidência residuais.
 
Razões comuns de ineficácia dos sistemas de sprinklers:
A dispersão de fontes estatísticas impede de novo o estabelecer de um percentual apurado que caracterize estas razões. No entanto, as razões mais comuns para a ineficácia do sistema são:

1. A água não atinge o incêndio;
2. Sistema inadequado;
3. Insuficiência de caudal.
 
Depois surge uma série de razões com taxas de incidência menores, que se podem resumir a intervenção manual, componente danificado, falta de manutenção, exposição às consequências do incêndio, má execução, e outras residuais.
 

A corrosão (particularidade)

A corrosão é uma causa comum de condicionamento do desempenho nestes sistemas. Por afinidade química, o oxigénio nas tubagens causa reações com a água e com as paredes interiores, quer de tubagens quer de outros componentes do sistema, resultando na criação de sólidos por ação corrosiva. A ação biológica não é um fator desencadeador principal do fenómeno corrosivo, mas pode ser potenciada por este. A presença de ar nas tubagens ou pontos do sistema é sempre a primeira causa. Os sistemas secos, e mesmo os sistemas de dilúvio, não estão imunes a esta realidade. Os fluidos de operação em presença são outro fator a ter em conta, mormente a qualidade da água empregue e a presença de aditivos potenciadores de corrosão por elevada afinidade química/agressividade química, como por exemplo o recurso a agentes emulsores para a formação de espumas. Os fatores influenciadores e concorrentes principais para o desenvolvimento de corrosão nestes sistemas podem sintetizar-se em:

↘ Presença de oxigénio;
↘ Sólidos criados pela corrosão, que a potenciam;
↘ Corrosão potenciada por microbiologia.
 

CRITÉRIOS PARA EMPREGO, PROJETO E IMPLEMENTAÇÃO

A definição dos critérios para emprego, projeto e implementação destes sistemas é um passo crítico do processo de análise de cada caso, estudo prévio e desenvolvimento de projeto, quer para licenciamento, quer para execução com prescrições e peças desenhadas para produção.
Assim, referem-se abaixo e por sequência de ação, os passos principais a seguir para uma abordagem criteriosa a um novo sistema:
 
a) Análise de risco e caracterização da realidade
Se pretendemos contrariar uma eventualidade:

– incêndio e suas consequências
– devemos começar por caracterizá-la. O leitor terá presente que nenhuma realidade é igual a qualquer outra no domínio da Segurança e Luta Contra Incêndio (SLCI).

Terá ainda presente que cada realidade necessita de um processo de abordagem individualizado, no qual por vezes as meras disposições dos quadros legais e regulamentares podem não ser integralmente adequadas nem mesmo suficientes. Assim, deve-se iniciar o processo de implementação de um sistema de sprinklers começando por uma adequada caracterização da realidade do(s) objeto(s) da proteção. Quando critérios como a simples determinação do valor da CIM possam parecer insuficientes pode ser muito recomendável o recurso a aplicações informáticas complementares, tais como programas de modulação de cenários, de estruturas, de cálculo hidráulico, etc.
Caracterizada que esteja a futura realidade, identificados os perigos, determinados os riscos e avaliadas a gravidade e severidade das consequências produzíveis, poder-se-á passar à fase seguinte: o projeto de medidas de SLCI.

b) Projeto:
O projeto deve também, e por maioria de razão, adequar-se a cada realidade. Assim, poderá, ou deverá, ter duas fases: a de licenciamento, nos termos da lei; e a de execução, se necessária. Não iremos abordar o projeto de licenciamento, que se encontra perfeitamente definido e tem uma tramitação clara. Centremos-mos no projeto de execução.

c) Projeto de execução:
O primeiro passo para um projeto de execução é atender, considerar e levar em conta os resultados e as conclusões da análise de risco. Seguidamente deve-se optar por um critério técnico que defina o padrão de qualidade do projeto e:

↘ Classificar corretamente o risco e os combustíveis em presença;
↘ Determinar áreas lógicas ordenáveis, correspondentes a áreas físicas, prescrevendo-as;
↘ Determinar objetivos gerais de desempenho;
↘ Selecionar fluidos de operação;
↘ Determinar a tipologia de sistema(s) e a sua atuação;
↘ Efetuar o cálculo hidráulico, incluindo circuitos, reserva de água e central de bombagem;
↘ Identificar-se com os conceitos e terminologia;
↘ Determinar a área de operação de sistema e eventual previsão de simultaneidades (exemplo: risco mais grave confinante, ou segundo risco mais grave, seja este onde for).
↘ Determinar a(s) taxa(s) de aplicação ou densidade(s) de descarga, aplicável(eis) – na EN 12845 é definido como densidade de projeto.
↘ Selecionar e prescrever os equipamentos;
↘ Determinar e prescrever condições de instalação e montagem;
↘ Determinar e prescrever condições de manutenção e continuidade de operação.
 

DESMISTIFICAÇÕES

Os sprinklers provocam danos elevados causados pela água. Todos os sistemas húmidos abrem pontualmente sprinkler por sprinkler, em função da necessidade que decorre do desenvolvimento do incêndio. A descarga de água é criteriosa, logo, não são causados danos elevados pela água. Todos os sistemas de dilúvio são considerados para locais onde a importância de danos por água não se coloca, ante a dos danos por incêndio. Os sprinklers de resposta rápida debitam grandes caudais. Todos os sistemas de sprinklers de resposta rápida (QR / ESFR) tendem a atingir a supressão de incêndio muito rápida, o controlo rápido e por vezes mesmo a extinção. O intervalo de tempo de descarga está sempre sob o escrutínio e sujeito à decisão dos gestores da emergência. Um sistema de sprinklers tem um custo muito elevado, as consequências de um incêndio são muito mais elevadas. A elevada longevidade útil destes sistemas fazem com que o investimento tenha uma amortização real igualmente muito longa.
 

Os perigos da atuação intempestiva acidental

Os registos disponíveis no Reino Unido indicam que a média de descarga acidental é de 1 – 16x106. (1 – 16.000.000).
 

Atuação dos sistemas sprinklers vs. intervenção dos Bombeiros

Os sistemas de extinção automática por sprinklers já estão no local do incêndio. Os bombeiros não. Existe, portanto, a vantagem da intervenção imediata. Por outro lado, o comparativo básico de caudais aplicados permite-nos averiguar que uma cabeça de sprinkler descarrega, em média, 55 lpm (litros por minuto) enquanto uma linha de água de bombeiros descarrega entre 450 a 700 ou mais lpm (valores correntes para linhas de 45mm e 70mm, respetivamente, se operadas a 6,0 bar). Em média, um sistema de sprinklers usará menos de 5% da água utilizada pelos bombeiros. No entanto, que fique claro que não se pretende, com estas dados, recomendar a ausência de intervenção dos bombeiros. Esta apenas será sempre, por natureza, num momento subsequente ao da atuação do sistema de sprinklers.
 

REFERÊNCIAS:

Budnick, Edward K., – P.E., “Automatic Sprinkler System Reliability,” Fire Protection Engineering, Society of Fire Protection Engineers, Winter 2001
Frank et al.: – A review of sprinkler system effectiveness studies. Fire Science Reviews 2013 2:6.
Marryat, H. W. – Fire: A Century of Automatic Sprinkler Protection in Australia and New Zealand 1886 – 1986, Australia Fire Protection Association, Melbourne, Australia.
William E. Koffel, – P.E. Reliability of Automatic Sprinkler Systems Revised September 2005 NFPA - FAR: U.S. Experience with Sprinklers




 

Progresso dos sistemas Sprinklers e Água Nebolizada na Europa

As normas e códigos europeus têm aumentado o reconhecimento dos sistemas de extinção automática por sprinklers e água nebulizada e este artigo pretende resumir alguns dos progressos mais recentes neste âmbito.

 
Na última década, a maioria dos países europeus introduziu nos seus quadros legais a exigência de sistemas de sprinklers em edifícios em altura. A maioria desses países que ainda não exigia sprinklers em centros comerciais, também já o faz, e vários países também já requerem a existência destes sistemas de proteção em grandes edifícios industriais e armazéns. Alguns países também estão a exigir sprinklers em grandes edifícios públicos e em parques de estacionamento, enquanto na Escócia estes já são exigidos em escolas. Atualmente, a tendência mais importante é a utilização de sistemas de sprinklers nos locais onde que pessoas vivem, uma vez que os dados estatísticos demonstram que é nestes locais onde a maioria das mortes resultantes de incêndios ocorrem. Nos países nórdicos e no Reino Unido existem vários requisitos e incentivos para a aplicação de sistemas de sprinklers em lares de idosos, apartamentos e até moradias. Esta tendência deverá continuar no futuro, uma vez que os legisladores de diversos países europeus estão presentemente a considerar a obrigatoriedade de instalação de sistemas de sprinklers nos novos lares de idosos que sejam construídos.

Durante décadas, os Estados Unidos da América têm feito um uso pleno dos sistemas de extinção por sprinklers como ferramenta de proteção contra incêndio, mas a Noruega foi capaz de os alcançar e, hoje em dia, tem já instalado um maior número de mais cabeças de sprinklers por cada mil habitantes (700.000 em 2014 para uma população de 5 milhões). Desde julho de 2010 que são exigidos sistemas de extinção por sprinklers na Noruega em novos edifícios de habitação, hotéis, lares de idosos e hospitais – anteriormente, já era obrigatória a instalação em grandes edifícios. No entanto, em 2016 o País de Gales dará um passo mais à frente ao exigir sistemas de sprinklers em todos os novos edifícios habitacionais, incluindo moradias. Embora esteja a utilizar a palavra sprinklers para descrever estes incentivos e requisitos legais, em vários ordenamentos jurídicos são aceites os sistemas de água nebulizada como alternativa. Estes novos requisitos foram introduzidos por várias razões. As exigências para edifícios em altura, centros comerciais e edifícios habitacionais têm como finalidade evitar lesões e mortes provocadas por incêndios, enquanto os sprinklers exigidos em fábricas e armazéns têm como principais objetivos prevenir a perda de postos de trabalho, prejuízos ambientais e proteger os bombeiros que intervêm na extinção completa do incêndio. Os regulamentos de segurança contra incêndio são uma complexa teia de requisitos em que cada país tem os seus próprios documentos de diferentes naturezas legais, baseados em diferentes abordagens concetuais. Para aumentar ainda mais a complexidade, muitos países têm exigências diferentes e acrescidas nas suas regiões ou cidades. É seguro afirmar que ninguém tem uma noção completa dos regulamentos de segurança contra incêndio em toda a Europa e que, para o conseguir, será necessário conhecer várias centenas de documentos escritos em mais de 20 idiomas distintos. A maioria destes documentos não está sujeita a uma atualização regular, portanto, a introdução de novas ideias pode demorar muito tempo. Apesar deste contexto desafiante, os sistemas de sprinklers estão paulatinamente a ganhar espaço nos regulamentos de segurança à medida que a European Fire Sprinkler Network e os seus membros trabalham em conjunto na promoção do uso generalizado destes sistemas. Estimamos que mais de 14 milhões de cabeças de sprinklers são instaladas anualmente em toda a Europa e que este número tem-se mantido, apesar da diminuição da atividade da construção em cerca de 25%. Os nossos argumentos são reforçados por uma investigação recente no Reino Unido que demonstra que existe uma razão económica para a introdução de sprinklers em apartamentos, lares de idosos e armazéns novos. Estes estudos utilizam como dados de referência a elevada taxa de sucesso dos sistemas de sprinklers (97%-100% para estudos independentes na Dinamarca, França, Alemanha, Holanda, Suíça e Reino Unido), a redução de mais de 90% de mortes causadas por incêndios e de 80% de ferimentos e prejuízos materiais em incêndios onde existiam sistemas de sprinklers. Estes estudos podem ser consultados em www.eurosprinkler.org. Embora consigamos explicar a necessidade da instalação de sistemas de sprinklers, infelizmente, na maior parte das vezes, as alterações legais só acontecem após a ocorrência de um incêndio com consequências trágicas. E vão acontecer incêndios trágicos. Entretanto, alguns incêndios de grandes dimensões em parques de estacionamento motivaram as corporações de bombeiros de Amesterdão e de Paris a apelarem para a introdução de sistemas de sprinklers nestes locais, algo que já é exigido em países como a Alemanha, Itália, Portugal e muitos outros países.

Neste contexto, refira-se que a European Fire Sprinkler Network acompanha as exigências legais de mais de 22 países europeus. Quando os reguladores e outras entidades exigem a instalação de sistemas de sprinklers num edifício, geralmente clarificam os requisitos técnicos ao referirem uma determinada norma. Para edifícios industriais e comerciais, existe a norma europeia EN 12845, complementada por cinco partes da norma EN 12259.

As seguradoras têm normalmente requisitos adicionais para os sistemas, que são definidos como regras nacionais paralelas ou como complementos à EN 12845. Em vários países, são também aceites os requisitos presentes na norma NFPA 13 ou nas especificações técnicas da FM Global. As investigações subjacentes a estas normas de conceção são quase todas conduzidas nos Estados Unidos da América, o que faz com que os documentos europeus estejam a evoluir no sentido de incluir novas abordagens de conceção semelhantes à NFPA 13 e às especificações técnicas da FM Global. Atualmente, já se encontra aprovada pelos membros do CEN uma profunda revisão à EN 12845 que será publicada em Agosto.

Esta primeira revisão à norma introduz os sprinklers de resposta rápida (ESFR – Early Suppression Fast Response) e sprinklers que operam em modo de controlo e aplicação específica (CMSA – Control Mode Specific Application). Esta revisão também aborda as distâncias excessivas dos sprinklers, fornece orientações para linhas de teste, cablagem elétrica e inspeções por organismos independentes, e atualiza ainda o controverso anexo “sistemas de proteção de vida”, alterando o seu nome para “medidas adicionais para a melhoria da fiabilidade e disponibilidade do sistema”. Entretanto, já está a ser elaborada uma segunda revisão à norma que irá introduzir as tecnologias mais recentes para proteção de espaços de armazenamento e que irá também facilitar a incorporação de ideais de outras normas. Todas estas alterações visam tornar os sistemas de sprinklers mais económicos e fiáveis, o que conduzirá ao aumento da sua utilização.

Para sustentar os novos requisitos regulamentares e incentivos para a introdução de sistemas de sprinklers em lares de idosos, apartamentos e moradias, o mercado precisa de normas para a sua conceção e desenvolvimento, assim como para os seus componentes essenciais. Os sistemas de sprinklers residenciais e domésticos são concebidos para ser o mais económicos possível, mantendo as suas características de proteção dos ocupantes de uma casa, isto é, permitindo o aumento da sobrevivência das pessoas em caso de incêndio. Isto é conseguido através de utilização reduzida de água e da existência do menor número possível de cabeças de sprinklers, com o fornecimento de água feito, preferencialmente, através da rede pública de abastecimento. Os países nórdicos, a Holanda e o Reino Unido já publicaram normas para sistemas de sprinklers residenciais, aproveitando as décadas de experiência das normas NFPA 13R e 13D. Por sua vez, a VdS, na Alemanha, já publicou um código de boas práticas. No entanto, todos os restantes países europeus continuam sem norma. Neste contexto, elaborámos um projeto de norma europeia para conceção, manutenção e instalação de sistemas de sprinklers residenciais que contamos enviar aos membros nacionais do CEN para inquérito (comentário) no final deste ano. Antes disto, o projeto de norma de produto dos sprinklers residenciais, prEN 12259-14, já foi enviada aos membros do CEN para inquérito. Este projeto de norma também inclui os ensaios de fogo segundo os quais os sprinklers residenciais existentes no mercado foram avaliados nos Estados Unidos da América, para que os sprinklers instalados hoje na Europa possam estar já em conformidade com estes requisitos. Os sistemas de água nebulizada também precisam de normas se os reguladores e outras entidades os aceitarem e especificarem. Em 2006, o CEN publicou a Especificação Técnica CEN/TS 14972 sobre conceção e instalação de sistemas de água nebulizada e este documento ajudou no desenvolvimento deste setor. No entanto, sem o estatuto de norma, várias autoridades competentes não recorrem a esta especificação. Assim, o CEN decidiu desenvolver esta Especificação Técnica numa norma completa, complementada por um conjunto de protocolos de ensaios de fogo para diferentes aplicações. Paralelamente, foram elaboradas uma série de normas de produto para sistemas de água nebulizada com base em normas de produto existentes para sistemas de extinção por sprinklers e por agentes gasosos.

Todos os regulamentos de segurança contra incêndio em edifícios utilizados na Europa impõem limites nas áreas com compartimentação de incêndio e períodos mínimos de resistência ao fogo para esses compartimentos. Alguns impõem menos. O limite de uma área com compartimentação de incêndio limita indiretamente a distância que os ocupantes devem percorrer para sair de um edifício. Também limita a dimensão do incêndio que os bombeiros irão combater. Para além destes métodos, os projetistas de segurança contra incêndio procuram encontrar formas alternativas para atingir os níveis aceitáveis de proteção contra incêndio, incluindo regularmente os sistemas de sprinklers nos seus projetos. Os sprinklers são capazes de controlar e extinguir um incêndio, evitando a produção de calor e fumo o que possibilita aos ocupantes de um edifício mais tempo, ou até uma duração ilimitada de tempo, para evacuar o edifício. Um incêndio reduzido e controlado permite aos bombeiros abordarem e extinguirem o incêndio com maior facilidade. Ambas estas considerações podem justificar um compartimento maior. Fora do compartimento, as vias de evacuação do edifício recebem menos fumo e, consequentemente, precisam de menos ventilação e podem ser mais longas. Os bombeiros também têm mais tempo para poder chegar até ao incêndio, o que representa uma vantagem importante caso o quartel de bombeiros esteja distante, o edifício seja de difícil acesso ou existam poucas fontes de fornecimento de água como bocas-de-incêndio ou hidrantes.

Todos estes conceitos surgem em diversos códigos, normalmente com restrições na sua aplicação. Os projetistas de segurança podem combiná-los com outras medidas e analisar e avaliar como um determinado edifício se comporta em caso de incêndio com o máximo de ocupantes. Vários projetos de edifícios só são viáveis com a instalação de sistemas de sprinklers, enquanto outros podem ser construídos de forma mais económica com estes sistemas. A engenharia de segurança é uma disciplina relativamente recente, pelo que o ISO desenvolveu um conjunto de projetos de normas para orientação dos profissionais desta área e o CEN está a elaborar um guia para colmatar as lacunas existentes. Um dos documentos que está a ser desenvolvido pelo CEN define como é possível incluir os sistemas de sprinklers num projeto como alternativa às medidas prescritivas presentes na maioria dos regulamentos. Tendo por base as orientações do governo sueco, este documento especifica que os projetistas de segurança deverão considerar uma taxa de libertação de calor constante para incêndios maiores que 5MW quando o primeiro sprinkler é ativado (um incêndio controlado), mas se a taxa de libertação de calor for inferior a 5MW poderá ser considerado após um minuto da ativação uma linha reta com um declive de dois terços durante o segundo minuto (supressão de incêndio).

Todos estes temas serão abordados em detalhe na Fire Sprinkler International, uma conferência que terá lugar em Munique nos dias 19 e 20 de abril de 2016. Organizada pela European Fire Sprinkler Network e pela Bundesverband Technischer Brandschutz, a conferência terá lugar no Hotel Holiday Inn Munich City Centre. Durante dois dias, 50 especialistas de todo o mundo irão apresentar a 300 participantes as mais recentes tecnologias de sprinklers, avanços na normalização e campanhas para garantir o reconhecimento dos sprinklers nas regulamentações. Durante os intervalos, os participantes poderão visitar cerca de 30 expositores e ficar a saber mais sobre produtos inovadores. Esta será a 11ª conferência da EFSN e sucede a edição de 2014 em Londres. Mais detalhes sobre este evento no final do ano em www.firesprinklerinternational.com.

Alan Brinson
Diretor Executivo European Fire Sprinkler Network
 

Sprinklers: Uma Proteção Sustentável

Por volta das 23 horas numa noite de Sábado em Fevereiro de 2005, um pequeno incendio começou numa sala do 21o andar da Torre Windsor, no centro de Madrid. Apesar dos esforços da segurança do edifício e dos bombeiros – que usaram um total de 6 milhões de litros de água para evitar que as chamas se propagassem aos edifícios vizinhos – o edifício de 32 andares e 100 metros de altura foi envolvido pelas chamas; de manha tinha parcialmente colapsado. Temendo o colapso total, a Camara Municipal de Madrid criou uma zona de exclusão em volta do edifício, obrigando ao encerramento de negócios nas imediações, o que que afetou cerca de 30.000 trabalhadores. Ao mesmo tempo, ruas e linhas de metro e comboio que alimentavam esta importante zona financeira foram encerradas, dificultando a vida de muitos madrilenos. E, devido a localização central do edifício, a sua demolição assemelhou-se mais a uma derrocada gradual, um processo que representou uma significativa disrupção na área durante os seis meses seguintes. O custo estimado do incendio, incluindo danos seguráveis a terceiros, excedeu 300 milhões de Euros. Mais difícil de avaliar foi o dano que este sinistro, altamente publicitado, teve na imagem de Madrid como importante capital e centro de negócios, especialmente numa altura em que a cidade se posicionava na corrida a organização dos Jogos Olímpicos de 2012. Também em Madrid, alguns anos antes, no dia de Ano Novo de 2002, um curto-circuito num aquecedor elétrico portátil iniciou um incendio num edifício de escritório de sete andares. Contudo, ao contrário da Torre Windsor, este edifício estava protegido com um sistema de sprinklers. Três sprinklers abriram, controlando com sucesso o incendio. Quando os bombeiros chegaram ao local, alertados pelo sinal de alarme do próprio sistema de sprinklers, o incendio estava extinto. Cerca de 26 mil litros de água foram usados – 230 vezes menos que o volume usado na Torre Windsor. O custo total estimado para o sinistro foi de apenas 175 mil euros. Porventura ainda mais importante, os trabalhadores puderam voltar aos seus empregos no dia seguinte e não houve qualquer disrupção significativa na comunidade envolvente.
 

O IMPACTO DOS INCÊNDIOS NA SOCIEDADE

Em 2007 houve inúmeros exemplos de incêndios catastróficos na Europa e no Mundo, em instalações com as mais variadas atividades (e com os riscos de incendio associados). Na Dinamarca, por exemplo, dois incêndios, um em abril e outro em julho, destruíram duas fábricas de processamento de carne. Durante o período para demolições e reconstrução das fábricas, mais de 1300 trabalhadores ficaram sem trabalho, para além do impacto em empresas fornecedoras das empresas sinistradas, criando um sentimento de incerteza e tensão na comunidade, muito para além dos custos relacionados com os pagamentos dos subsídios de desemprego. Acresce que o encerramento temporário e muitas vezes definitivo de uma instalação, provoca frequentemente a deslocalização dos postos de trabalho para outros países com menores custos. Foi isso que aconteceu com 200 empregos no Reino Unido, em 2001, numa fábrica de produção de equipamento elétrico. Na sequência de um grave incendio, a fábrica foi encerrada e as operações transferidas para uma outra na Grécia. De facto, os incêndios afetam a economia não apenas a um nível local, mas, frequentemente, também a nível nacional. Em 2007, em Treviso, Itália, uma fábrica de produção de eletrodomésticos com 800 trabalhadores, sofreu um incendio catastrófico. Com denso fumo negro a emanar da fábrica, as escolas das imediações foram evacuadas e encerradas, enquanto as pessoas nas empresas e residências na envolvente foram aconselhadas a manter as janelas fechadas e a manterem-se no interior. O impacto na comunidade foi de tal forma grande que a empresa foi formalmente questionada sobre o que tinha feito para prevenir o sinistro e as suas consequências.
 
 

O IMPACTO DOS SPRINKLERS NA SOCIEDADE

Cada uma das catástrofes acima referidas tem um fator em comum – os edifícios envolvidos não estavam equipados com sistemas de proteção por sprinklers. Caso existisse um sistema de proteção devidamente projetado, instalado e mantido, o resultado e o impacto global desses sinistros seria certamente bem diferente. Investigação laboratorial bem como dados relativos a sinistros demonstraram que os sistemas de proteção por sprinklers podem prevenir este tipo de sinistros. Fazem-no respondendo automaticamente e atacando um foco de incendio no seu estado inicial. E mesmo que não sejam capazes de o extinguir, são capazes de limitar a dimensão do incendio para que os bombeiros quando chegam tem uma situação mais facilmente controlável. Sem sprinklers, a alternativa mais viável e segura e usar táticas defensivas, sobretudo para prevenir a propagação do incendio para outros edifícios adjacentes. Naturalmente esta abordagem raramente reduz de forma significativa os danos no edifício onde o incendio teve origem. Contraste-se os exemplos anteriores de incêndios não controlados com o que aconteceu em Franca numa sexta-feira ao fim da tarde, em 2007. Depois de uma violenta discussão com colegas de trabalho, um trabalhador de um armazém de pecas com 8 mil metros quadrados ateou um incendio a alguns dos materiais de embalagem da empresa, armazenados em estantes de grande altura. Quatro cabeças de sprinkler, posicionadas sobre a zona do incendio, operaram imediatamente, limitando os danos a apenas uma fila de estantes. Todos os trabalhadores foram evacuados em segurança e os bombeiros quando chegaram tiveram apenas de extinguir o que restava do incendio. Não houve impactos ambientais e o armazém retomou as operações na segunda-feira seguinte.
 

O CUSTO TOTAL DOS INCÊNDIOS

Embora os custos materiais de um incendio possam ser facilmente quantificáveis, o seu custo total e o seu impacto global na sociedade – na comunidade, no ambiente, na segurança dos ocupantes das instalações, etc.- não e tao fácil de quantificar. De facto, os danos materiais e as perdas por interrupção de atividade representam apenas a ponta do icebergue; grande parte dos custos totais e do impacto global dos incêndios permanece invisível.
 
Sob este ponto de vista, os sprinklers são um dispositivo para a proteção, não apenas dos ativos materiais, mas também das pessoas, dos seus modos de vida, do ambiente, da comunidade local, da economia. Considerando tanto o impacto dos incêndios na sociedade atual – estimado por vários estudos como situando-se entre um e dois por cento do PIB de um pais – e os benefícios potenciais da proteção por sprinklers, e apropriado que a legislação aponte o caminho para a mudança nesta área.
 
Na Europa, por exemplo, já existem disposições legais que requerem a instalação de sprinklers. No entanto, frequentemente, esses requisitos apenas se aplicam a um número reduzido de situações, que se considera ir além da resposta tradicional esperada por parte dos bombeiros. Atualmente, muitos dos códigos legais no mundo inteiro tendem a focar-se na deteção e na proteção passiva, os quais, como os exemplos acima mostram, não podem, por si só, prevenir a ocorrência de incêndios catastróficos. Acresce que os desafios colocados a luta contra incêndios aumentaram enormemente ao longo do tempo, em grande medida devido a proliferação de plásticos, usados tanto na construção dos edifícios, como nos materiais e produtos manipulados no interior das instalações. Aceder a um edifício em chamas tornou-se mais difícil e perigoso.
A Chief Fire Officer’s Association (CFOA), do Reino Unido, defende fortemente o uso de sistemas automáticos de supressão por água, ou sprinklers, em potencialmente todas as instalações: os sprinklers, disseram, “representam o elemento mais significativo de um programa de gestão do risco de incendio”. Considerando a proteção que os sprinklers garantem as, aos ocupantes, aos serviços de emergência e o valor que os ativos geram para a sociedade, a legislação deveria requerer um uso maior de sistemas de sprinklers, ou proporcionar incentivos a sua instalação. Um sistema de sprinklers adequadamente projetado, instalado e mantido proporciona a ultima proteção contra os riscos de incendio e as suas consequências potenciais, presentes em praticamente todo o tipo de edifício e atividade.
 

IMPACTO DOS CUSTOS

Quando a legislação requere a instalação de sprinklers, o seu projeto e instalação, em média, torna-se mais simples e, sobretudo, mais barato. Tipicamente uma poupança de cerca de 40% e conseguida quando os sistemas de sprinklers são incorporados num edifício desde a fase de projeto e instalados durante a construção, por contraste com a sua instalação posterior. Numa fase inicial, um sistema de sprinklers pode ser instalado por um custo que pode representar um a dois por cento do custo do novo edifício. A presença de sprinklers pode também traduzir-se noutras vantagens, por exemplo uma maior flexibilidade nos critérios de proteção passiva.
 

INVESTIGAÇÃO E DADOS

Os dados de sinistros da FM Global, medidos em termos de danos materiais e custos de interrupção de atividade, demonstram que, entre 1997 e 2007, o custo medio de um sinistro numa instalação adequadamente protegida foi de 600 mil dólares. O custo medio de um sinistro numa instalação a necessitar de sprinklers foi de 3,4 milhões de dólares – 5,7 vezes mais. E, de facto, o número relativo aos sinistros em instalações com sprinklers deve ainda provavelmente ser menor: estima-se que cerca de 80% dos sinistros controlados com sucesso pelos sprinklers não chegam a ser reportados as companhias de seguros, porque o custo do sinistro e inferior ao valor da franquia. E, da mesma forma que os sprinklers reduzem os custos dos incêndios para os segurados, também reduzem significativamente, ou eliminam mesmo, os custos para a sociedade no seu todo. Um tema de muito estudo e a fiabilidade e eficácia dos sprinklers. Com que frequência os sistemas de sprinklers controlam incêndios? Os dados da FM Global demonstram que a fiabilidade do sistema de sprinklers mais comum, um sistema húmido, varia entre os 94% e os 98%. Quando ajustado para um numero de incêndios que não chegam a ser participados e são controlados com sucesso pelos sprinklers, o numero sobe para mais de 99%. Estes números estão em linha com outros estudos – por exemplo, H.W. Marryatt na Austrália (99%), e a Associação Alemã de Seguradores (97,9%).
 

OS REGULAMENTOS APONTAM O CAMINHO

A instalação de sprinklers em edifícios protege não só os edifícios, como os seus ocupantes e as suas atividades, tornando essas instalações muito mais resilientes e, por essa via, contribuem para um desenvolvimento sustentável. Os sprinklers protegem a sociedade contra os impactos mais amplos dos incêndios e deveriam ser o ponto de partida da filosofia de proteção contra incêndios de um edifício. E, por isso, adequado que a legislação, através dos regulamentos de construção ou dos regulamentos de segurança contra incendio, tenha disposições ou incentivos para a instalação de sprinklers em todos os edifícios públicos, comerciais ou industriais.
 

Ao longo dos seus 180 anos de história a FM Global suportou ativamente e colaborou com muitas organizações responsáveis pelo desenvolvimento de regulamentos e normas. Recentemente, com a criação do International Codes and Standards Group, a companhia decidiu fazer um investimento a longo prazo em mercados-chave internacionais, em benefício dos seus clientes. Através do fornecimento de informação sobre sinistros e de dados sobre investigação de incêndios, o grupo dá suporte a organizações e stakeholders no desenvolvimento de regulamentos de construção, de proteção contra incêndios e de normas de instalação de sprinklers, com o objetivo de criar instalações melhor protegidas e, por isso, mais resilientes e sustentáveis.


Bruce Bromage
Consultor do International Codes and Standards Group, da FM Global
Miguel Azevedo
Engineering Specialist da FM Global
 

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