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Estatísticas

A APSEI disponibiliza os principais dados estatísticos nacionais e internacionais disponíveis sobre as seguintes áreas:

Incêndios Urbanos

Incêndios em habitação e industriais. Vítimas mortais de incêndios. Prejuizos de perdas diretas causadas por incêndios. Custo da proteção contra incêndio em edifícios. Principais causas de incêndios.


Padrão do Incêndio Urbano

O incêndio urbano padrão tem origem no comportamento negligente durante atividades tão banais como cozinhar ou fumar.


Afetando principalmente as divisões da sala de estar, cozinha ou quarto, o incêndio urbano acontece com mais incidência durante o fim-de-semana e nas divisões onde há maior concentração de têxteis e mobília.

As vítimas são na maioria dos casos crianças e idosos, sendo que o género masculino é o mais afetado. O condicionamento físico, como as dificuldades motoras, ou a diminuição das capacidades cognitivas verificadas aquando do consumo de bebidas alcoólicas, são um dos fatores que mais contribui para a existência de vítimas mortais.

 


 

Dificuldades de Comparação

As comparações entre os diferentes países apresentados nas estatísticas devem ser realizadas com precaução. A inexistência de uma forma universalizada para recolher, analisar e publicar as estatísticas dos incêndios limita as conclusões que se podem retirar dos resultados analisados.


Outro fator que ainda deve ser tido em conta reside na realidade de que nem todos os incêndios são relatados às autoridades responsáveis pela realização das estatísticas. Desta forma, os resultados apresentados não representam todos os dados, pecando estes por defeito.


 

Incêndios Habitacionais e Industriais

Os incêndios urbanos estão divididos entre incêndios em habitações, os mais frequentes em Portugal, e os incêndios industriais:

 


Estes dados referentes à realidade nacional encontram paralelo na realidade da cidade do Porto, segundo o estudo realizado por Vítor Primo, onde a maioria dos incêndios com feridos e vítimas mortais acontecem em habitações: 73% e 86% respetivamente. O mesmo estudo não registou mortos nas zonas industriais, mas apresentou nestas áreas 3% dos feridos. 

 


Causas dos Incêndios

Apesar dos dados referentes a Portugal serem limitados, os dados de outros países da União Europeia abordados no estudo Consumer fire safety: European statistics and potential fire safety measures permitem concluir que estes se devem mais à ação humana (ignorância, imprudência, negligência, uso incorreto de eletrodomésticos) do que a falhas nos equipamentos utilizados nas habitações:
 

 


 

Apesar de nos países apresentados as causas de incêndio estarem mais relacionadas com o ato de fumar, os horários do fogo permitem concluir que o ato de cozinhar é também muito perigoso.

Na Austrália e na região do Porto a maioria dos incêndios, valores superiores a 50%, acontecem durante as horas das refeições. O paralelo com os outros países verifica-se no facto de os incêndios incidirem maioritariamente nos dias do fim-de-semana.

Os incêndios mortais tendem a acontecer durante as horas da madrugada.

Nos EUA e Canadá, mais de 50% das vítimas mortais em incêndios foram causadas por fogos que se iniciaram entre as 23h00 e as 07h00, altura em que os habitantes dormiam. Na região do Porto, 50% das vítimas verificadas entre 1996 e 2006 ocorreram em incêndios entre as 00h00 e as 09h00.

Os dados existentes relativos à identidade das vítimas mortais permitem concluir que os grupos de maior risco são as crianças e os idosos. 

Na Nova Zelândia, 32,1% das vítimas mortais são crianças entre os 0-15 anos e 25,9% são pessoas mais idosas com mais de 60 anos.

No entanto, no estudo sobre o Porto, os valores são mais equilibrados. Os grupos das crianças e dos idosos contribuíram para 50% das vítimas mortais.

Na Nova Zelândia 44,6% das vítimas mortais estavam na divisória onde o fogo teve início. No entanto, 53,8% das vítimas mortais não se encontravam na divisória de origem do incêndio. Em 1,5% dos incêndios fatais, as vítimas encontravam-se no exterior das habitações.

A causa de morte mais comum é a inalação de fumos. Entre 1996 e 2000, em Londres, 48% das vítimas morreram devido à inalação de gases e 19% devido a queimaduras. Estes dados são também verificados na cidade do Porto onde entre 1996 e 2006, 50% das pessoas morreram devido à inalação de gases, enquanto 35% tiveram como causa de morte queimaduras.

 


 

Equipamentos de Proteção Contra Incêndios

Os custos relacionados com proteção contra incêndio em casas particulares apresentam uma relação relativamente ao número de vítimas mortais.

Na Escócia entre 1994 e 2003, dois terços dos fogos que causaram vítimas mortais ocorreram em casas onde não existiam detetores de fumos, ou detetores de fumo operacionais. Números semelhantes foram registados na Holanda e na Nova Zelândia.

Na Holanda, 45% dos incêndios em habitações com vítimas mortais não tinham um detetor de fumos, enquanto em 6,8% dos casos em que havia um detetor, este estava desligado ou em condições deficientes. Apenas em 4,5% dos incêndios mortais havia um detetor de fumos operante.

Na Nova Zelândia, em 60,6% dos incêndios com vítimas mortais não existia na habitação um detetor de fumo. Em 8,3% dos incêndios mortais os alarmes estavam em condições deficientes. Em 16,5% dos incêndios mortais existia um aparelho em boas condições.

 



Meios de Combate a Incêndios

A ausência de extintores em casa é uma constante nos países analisados. 65% dos Australianos não tem um extintor em casa para utilizar no caso de um fogo doméstico.


Na Austrália, 78% das pessoas não possuem uma manta anti-fogo e estima-se que entre 5% e 11% da população não tenha qualquer tipo de equipamento de proteção contra incêndios em casa.

 

 

Incêndios Florestais

Número de ocorrências e área ardida em Portugal (valores globais e por distrito). Área florestal ardida na Europa.

Principais dados estatísticos nacionais e internacionais disponíveis sobre incêndios florestais.
  • 10 incêndios por dia foi a média de incêndios florestais registada em Portugal durante 2010.
  • Em relação a 2009, em 2010 registaram-se menos 4.410 ocorrências, mas arderam mais 45.669,9 hectares.
  • Durante 2010, arderam em média 366 hectares de área florestal por dia, o equivalente a 15 hectares por hora.
  • Em 2010 por cada ocorrência registada arderam em média 6 hectares de área florestal.
  • Durante o período crítico (de Julho a Setembro) arderam 102.479 hectares, o que equivale a 1.114 hectares por dia.
     
  • Entre incêndios e fogachos, verificou-se em 2010 uma média de 60 fogos por dia, o equivalente a 3 fogos por hora.
  • A comparação entre 2009 e 2010 mostra que em 2010 existiram menos 29,1% incêndios com origem criminosa (2009 – 9545 incêndios de origem criminosa; 2010 – 6764 incêndios de origem criminosa), mas aumentou a área total ardida em aproximadamente 49%.
  • Em 2010, a ação criminosa foi responsável por aproximadamente 19 fogos e 111 hectares queimados por dia. Em média, a ação criminosa foi responsável por uma área queimada de 40.584 hectares .
 

Ocorrências e área ardida por distrito
 
  • ​6.007 foi o número de fogachos e incêndios no Porto, o distrito onde se registaram mais ocorrências.
  • Viana do Castelo foi onde arderam mais hectares: 25.735,5 ha., num total de 2.104 incêndios e fogachos.
  • Portalegre foi o distrito menos afetado pelas chamas com apenas 104 hectares ardidos e 60 ocorrências.
  • Os 10 distritos onde se verificaram mais incêndios estão todos localizados a Norte do Rio Tejo.
  • Na relação entre a área ardida e a área total dos distritos, Guarda foi a região mais afetada pelos incêndios, com 8.551,5 ha consumidos pelas chamas.
  • Por sua vez, Faro foi a região que menos ardeu, na relação entre a área ardida e a área total do distrito, tendo-se registado apenas 229,2 ha queimados.

Recursos para o Combate a Incêndios
 
  • Durante a fase crítica de 2010, estiveram disponíveis para o combate às chamas 9.985 operacionais.
  • Através do Plano Lira do Exército, 31 pelotões militares participaram em ações de vigilância e rescaldo após incêndio.
  • Em 2010 foram utilizados 56 meios aéreos para o combate aos incêndios, dos quais 40 foram helicópteros e 16 aviões.
  • As 56 aeronaves realizaram 7.983 horas de voo num total de 10.778 missões. Em relação a 2009 estes valores representam um aumento de 1.154 missões e 1.009 horas.
  • O total das horas de voo contabiliza um valor equivalente a 333 dias.
  • O total de 1.0778 missões equivale, em média, a 30 missões por dia.
  • 4.933 e 1.182 foram os números de bombeiros e veículos das Associações Humanitárias de Bombeiros que participaram no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais.
  • O Grupo de Intervenção e Socorro da GNR contribuiu para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais em 11 distritos com 638 elementos e 102 veículos.
  • A Força Especial de Bombeiros participou no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais em 7 distritos e contou com 252 operacionais e 41 veículos.
  • O Dispositivo de Prevenção Estrutural da Autoridade Florestal Nacional cedeu 1.495 elementos para o dispositivo de combate a incêndios florestais.
  • O Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR contou com 916 elementos que foram responsáveis pela deteção e vigilância das zonas florestais.
  • O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e a AFOCELCA apoiaram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais com 137 e 318 elementos.
 
 
Incêndios em Portugal e na Europa
 
  • Na Europa, em 2008, Portugal foi o 4º país com mais hectares ardidos, ficando apenas atrás da Itália, Espanha, Grécia e Turquia.
  • 2003 e 2005 foram os anos em que a área florestal portuguesa mais ardeu, conseguindo atingir valores de 425.726 e 338.262 hectares.
  • Em 2005 o valor da área florestal ardida em Portugal, 338.262 ha, foi superior ao somatório de todos os outros países contabilizados pelo Eurostat – 307.327 hectares.
  • Portugal foi o país, entre todos os que são considerados pelo Eurostat, que mais ardeu em 2002, 2003 e 2005.
  

Segurança Eletrónica

Notificações de Videovigilância submetidas à CNPD. Valor dispendido no Retalho. Volume de vendas por produto de segurança electrónica. Equipamentos Elétricos e Eletrónicos no mercado.

Principais dados estatísticos nacionais e internacionais relacionados com a atividade da segurança eletrónica.

Produtos e Equipamentos
 
  • Em dois anos, entre 2006 e 2008, o setor da segurança eletrónica cresceu a uma média de 11% por ano.
  • 9% é a percentagem de empresas no setor da segurança eletrónica em Portugal que têm como principal função a produção deste tipo de equipamentos.
  • 40% das Empresas presentes no setor da segurança eletrónica complementa a atividade de distribuidor com a prestação de serviços de instalação e assistência técnica.
 


 
  • Em 2007 no Setor da Segurança Eletrónica, 51% do volume de vendas destinava-se ao mercado nacional enquanto 48% inseriam-se nas exportações.
     
 

Segurança no Retalho
 
  • Em 2007 a quebra desconhecida representava 71,96% da quebra total. Em 2009 representou apenas 58,73% da quebra total.
  • A quebra desconhecida no retalho representou um total de €147 Milhões em perdas para o setor.
  • 67% das empresas inqueridas no Barómetro Nacional de Quebra Desconhecida no Retalho consideram que a rendibilidade das organizações é afetada pelo fenómeno da quebra desconhecida.
  • Os clientes são os responsáveis por 50,50% das quebras desconhecidas no setor do retalho.
  • Os empregados contribuíram, em 2010, para 23,14% do valor das quebras desconhecidas no setor do retalho.
     

 
 

Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (EEE)
 

  • As empresas do mercado importam 74% dos equipamentos da Europa e Sudoeste Asiático;
  • Os produtores estão concentrados no Litoral, nomeadamente nos distritos de Lisboa, Porto, Aveiro e Braga.
  • Enquanto mais de metade das empresas registadas na ANREEE colocam menos de 1.5000 EEE por ano, 10% das empresas colocam 61.500 EEE.
 

 
  • No ano de 2010 foram recolhidas mais de 46 mil toneladas de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos, uma média de 4,6 kg por habitante.
  • Em 2010, o número de EEE colocados no mercado foi superior em 6,1% ao de 2009. Os Equipamentos Informáticos e das Telecomunicações são a categoria que mais contribuiu para estes números.
  • Em 2010 estavam registadas 1.566 empresas na ANREEE o que em relação a 2009 representa um crescimento de 3,2%.
     

Segurança e Saúde no Trabalho

Acidentes de trabalho mortais por setor de atividade e por distrito. Principais causas de acidentes de trabalho mortais.

Principais dados estatísticos nacionais e internacionais disponíveis sobre segurança e higiene no trabalho.

Acidentes de trabalho mortais (2013)
 
  • Em 2013, 141 trabalhadores perderam a vida em acidentes de trabalho.
  • No ano passado morreram em média cerca de 12 trabalhadores por mês devido a acidentes de trabalho.
  • O distrito do Porto registou novamente o número mais elevado de acidentes de trabalho mortais, mais concretamente 16, sendo que face a 2012 houve um decréscimo, uma vez que se tinham verificado 25 mortes devido a acidentes de trabalho.
  • Lisboa é o segundo distrito com mais acidentes de trabalho mortais, 15 no total, sendo que o distrito de Santarém vem logo a seguir com 14 acidentes de trabalho mortais.
  • O distrito de Vila Real foi aquele onde se verificou o menor número de acidentes de trabalho mortais, somente 1.
  • A Pancada por um objeto em movimento, ou através da colisão com um objeto em movimento, incluindo veículos, ou também através da colisão com uma pessoa foram as principais causas que estiveram na origem de acidentes de trabalho mortais, mais especificamente em 24 acidentes.
  • Como origem de 23 acidentes de trabalho mortais surge igualmente a entalação, esmagamento ou arranque de um membro do corpo.
  • No que diz respeito ao setor de atividade com mais acidentes de trabalho mortais, o setor da construção continua a liderar, com 34 acidentes mortais.
  • Em seguida surgem os acidentes de trabalho mortais verificados nas indústrias transformadores, 32 no total.
  • Por último, no setor da Agricultura, Produção Animal, Caça, Floresta e Pesca registaram-se 17 acidentes de trabalho mortais.
     



 
Balanço 2003 - 2013
 
  • Nestes últimos dez anos, a tendência geral dos acidentes de trabalho mortais é de descida, sendo que se registaram subidas homólogas nos anos de 2004, 2007, 2010 e 2011.
  • De realçar que em 2004 registaram-se 197 acidentes de trabalho mortais, o número mais elevado da última década, seguido dos 181 verificados em 2003 e dos 165 verificados em 2005.
  • Os números mais baixos de acidentes de trabalho mortais na última década surgiram em 2009, com 115 acidentes mortais, em 2008, onde se registaram 120 acidentes e 2010 que contou com 130 acidentes de trabalho mortais.
  • Tanto o mês de maio, como o mês de julho são tendencialmente aqueles em que ocorrem mais acidentes de trabalho, 15 em média.
  • Por outro lado, o mês de dezembro é claramente aquele em que ocorrem menos acidentes, 8 em média.
     


 
Locais dos Acidentes
 
  • No que diz respeito ao número total de acidentes de trabalho por 100.000 trabalhadores em 2010, a região Norte (6.098 acidentes) registou um maior número de acidentes de trabalho, seguida da região Centro (5.259 acidentes). 
  • Relativamente ao número de acidentes de trabalho não mortais, a região Norte foi aquela que apresentou um maior índice deste tipo de acidentes (6.094 acidentes). Os Açores destacam-se por serem o arquipélago com o menor número de acidentes de trabalho não mortais em 2010.
  • Quanto aos acidentes de trabalho mortais, salienta-se a Madeira como o arquipélago que registou em 2010 um maior número de acidentes de trabalho que vitimaram mortalmente os trabalhadores (6,5). 
 

Perfil dos Acidentados
 
  • Dos 215.632 acidentes de trabalho registados em 2010, 74% envolveram elementos do sexo masculino.
  • Do total das vítimas de acidentes de trabalho, 189.409 são trabalhadores por conta de outrem, o que representa a maior fatia da situação profissional.
  • A faixa etária dos 35-44 anos foi a que sofreu um maior número de acidentes de trabalho (59.319 acidentados).
  • Dos 215.632 acidentes de trabalho registados em 2010, 204.936 foram sofridos por portugueses, 3.275 por trabalhadores de outros país e 3.030 por indivíduos oriundos do Brasil. 
  • Em 2010, e de acordo com o número de acidentes de trabalho segundo a dimensão da empresa empregadora, verificou-se que as empresas com 1-9 trabalhadores foram aquelas onde se assistiu a um maior número de acidentes de trabalho (58.294 acidentes).
  • Os operários da construção são os que mais sofrem acidentes de trabalho mortais.
  • Os trabalhadores das indústrias transformadoras são os que mais sofrem acidentes de trabalho não mortais. 
     

Causas dos Acidentes
 
  • Mais de um 1/3 dos acidentes mortais são provocados por quedas em altura. O “escorregamento ou hesitação com queda, queda de pessoa” é a segunda maior causa de morte no trabalho, e verificou-se em 20,5% dos acidentes com vítimas mortais.
  • Em 49,1% dos acidentes de trabalho ocorrem devido à perda total ou parcial do controlo de máquinas, meios de transporte ou outros equipamentos ou ferramentas manuais.


Períodos Temporais
 
  • A terça-feira foi o dia da semana no qual se verificaram mais acidentes com vítimas mortais: 19 no total.
  • Os períodos horários em que ocorreram mais acidentes foram o das 10h00 (29.860 acidentes – 12,4 %) e o das 16h00 (29.185 acidentes – 12,2 %).
  • Em 2008 os meses em que se verificaram mais acidentes foram Setembro (25.420 acidentes – 10,6%) e Outubro (25.233 acidentes – 10,5%). O terceiro mês com mais acidentes foi Fevereiro (23.460 – 9,5%).


​Acidentes e Entidades Empregadoras
 
  • 69,2% dos acidentes mortais deram-se em entidades que empregavam entre 1 e 49 pessoas. Nestas destacam-se as empresas que empregam entre 1 e 9 pessoas que registaram 38,2% do total do número de acidentes. As empresas que empregam 250 ou mais trabalhadores foram as que registaram menos acidentes mortais, com 11,3%.
  • 29,7% dos acidentes não mortais acontecem em entidades que empregam entre 10 a 49 pessoas. As entidades com 250 ou mais empregados registam um número menor de acidentes, com 22,4% do total.


Prejuízos Causados
 
  • O setor onde os acidentes de trabalho tiveram um impacto maior foi nas “Atividades administrativas e dos serviços de apoio”, onde se verificaram 12.525 acidentes por cada 100.000 trabalhadores.
  • Os 7.156.003 dias de trabalho perdidos devido a acidentes de trabalho traduziram-se numa média de quase 41 dias por acidente.
  • Só na atividade da Indústria transformadora foram perdidos 2.107.829 dias nos 55.219 acidentes que motivaram a ausência por parte dos acidentados.
  • 72,9% dos acidentes de trabalho não mortais causaram dias de ausência por parte dos trabalhadores.
  • As actividades “imobiliárias”, “financeiras e de seguros” e as “artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas” estão abaixo da média. Os acidentes só causam dias de ausência em 54,7%, 57,9% e 58,9% dos casos, respetivamente.
 

Portugal e o Resto do Mundo
 

Segurança Privada

Número de empresas e alvarás de Segurança Privada. Distribuição dos alvarás por tipo. Número de Vigilantes ativos. Ações de de fiscalização realizadas pelo DSP.

Principais dados estatísticos nacionais sobre o setor da segurança privada:

Alvarás
 
  • Em 31 de dezembro de 2014 encontravam-se licenciadas 91 empresas de segurança.
  • Em 2014 verificou-se uma diminuição no número de empresas de segurança licenciadas, tendo passado das 95 empresas em 2013, para as 91 em 2014, consubstanciando assim uma diminuição de 4 empresas face a 2013.
  • A Direção Nacional de Segurança Privada da PSP emitiu em 2014 cinco alvarás, três do Tipo A, um do Tipo B e um de tipo C.
  • No que se refere aos alvarás, os de tipo A continuam a ser os mais predominantes, com 58% (79 alvarás), seguidos dos de tipo C, com 30% (40 alvarás), seguem-se os de tipo B, com 9% (12 alvarás) e por fim, os Alvarás de tipo D (4 alvarás).
  • ​Face a 2013 registou-se uma diminuição no número de alvarás concedidos, que passaram de 139, para 135 alvarás.

 


Licenças de Autoproteção
 
  • Em dezembro de 2014 existiam em Portugal 45 entidades com serviços de autoproteção, titulares de 51 licenças.
  • Face a 2013, o número de entidades com serviços de autoproteção registou uma queda, uma vez que existiam 53 entidades com serviços de autoproteção em 2013, assinalando-se assim um decréscimo de 8 empresas com serviços de autoproteção.
  • No decorrer de 2014 foi emitida 1 nova licença.
  • Na sequência do término da validade dos títulos habilitantes, 9 empresas informaram que cessaram atividade, resultando no cancelamento de 9 licenças.
  • Relativamente ao tipo de licença, 88% (45 licenças) correspondem aos serviços titulados pela licença A, 8% (4 licenças) à licença C, 2% (1 licença) à licença B e 2% (1 licença) à licença D.
     


Alvarás de Formação em Segurança
 
  • Em 31 de dezembro de 2014 existiam 6 entidades autorizadas a ministrar Formação de Segurança Privada, com um total de 37 espaços de formação averbados. Este decréscimo justifica-se pela entrada em vigor da Portaria nº148/2014 que determinou, a 16/10/2014, a cessação da validade das 76 autorizações de formação de segurança privada emitidas ao abrigo dos anteriores regimes jurídicos. 
  • Face a 2013 registou-se um decréscimo de 70 entidades autorizadas a ministrar formação de Segurança Privada.
  • Durante o ano de 2014 foram emitidas 6 novas autorizações de formação.
  • Se atendermos às especialidades solicitadas nos 33 requerimentos de autorização para formação de segurança privada submetidos em 2014, verifica-se uma preponderância na especialidade de vigilante (21%, 33 autorizações), na formação de Segurança-porteiro (16%, 26 autorizações), na formação de Assistente de Recinto Desportivo (13%, 21 autorizações) e na formação de Assistente de Recinto de Espetáculos (13%, 21 autorizações).

Vigilantes
 
  • Em 31 de dezembro de 2014 encontravam‐se registados 36.871 vigilantes ativos.
  • O número de vigilantes ativos registados aumentou pela primeira vez desde 2010, altura em que o número de vigilantes ativos registados correspondia a 41.034.
  • Em comparação com o final do ano de 2013, o número de vigilantes ativos registados passou de 36.113, para 36.871, registando-se um aumento de 758 vigilantes.
  • Recorde-se que o conceito de ativo corresponde a um vigilante de Segurança Privada titular de cartão profissional válido e vinculado por contrato de trabalho a uma entidade prestadora de serviços de Segurança Privada ou a entidade autorizada a organizar serviços de autoproteção.
  • De salientar que se encontram ainda registados 23.969 vigilantes inativos, não vinculados a entidade prestadora de serviços de Segurança Privada, mas cujos cartões profissionais ainda se encontram dentro do respetivo período de validade.
  • Durante o ano de 2014 foram emitidos 10.746 novos cartões profissionais a 4.160 novos vigilantes, tendo sido renovados 6.586 cartões.
  • No mesmo período foram cancelados ou indeferidos os pedidos de emissão ou renovação 57 cartões profissionais em consequência das seguintes causas:
  1. Não ter frequentado formação específica para a especialidade requerida
  2. Não possuir escolaridade obrigatória
  3. Por averbamento de crime doloso previsto no código penal e demais legislação penal
 


Ações de Fiscalização
 
  • ​Em 2014 a Polícia de Segurança Pública procedeu a 6.630 ações de fiscalização a locais onde é exercida a atividade de segurança privada. Este número representa um decréscimo de 15% face ao número de fiscalizações efetuadas em 2013 (7.487).
  • Nestas ações de fiscalização foram detetadas 2.092 infrações, que resultaram em 1.973 infrações de natureza contraordenacional e 119 foram consideradas de natureza criminal.      
  • Desde o ano de 2009, onde foram detetadas 2.432 infrações, que não se verificava um número tão alto de infrações.
  • Durante o ano de 2014 foram fiscalizados 21668 indivíduos e 6.602 locais ou entidades.
  • Estabelecimentos de Restauração e Bebidas são os locais mais fiscalizados, tendo sido registadas 2.275 ações de fiscalização. Logo a seguir temos outras Entidades Privadas que foram alvo de 1.497 ações de fiscalização, as entidades públicas com 982 ações e as superfícies comerciais com 948 ações de fiscalização são os locais que se seguem como os mais fiscalizados.
  • Para além destes locais, foram efetuadas mais 900 ações de fiscalização, dispersas pelas tipologias Outros (372), Entidades Licenciadas (269), Recintos Desportivos (254) e Transportes de Valor (5).
 
  • O ano 2014 fica marcado por um decréscimo das ações de fiscalização efetuadas (6630), que apresentaram o número mais baixo desde 2010, altura em que se contabilizaram 6.560 ações de fiscalização.
  • Face a 2013, ocorreram menos 857 ações de fiscalização.

 

Segurança Interna (Criminalidade)

Participações de crimes (valores globais e por distrito). Crimes mais participados. Criminalidade participada na Europa. Crimes registados.
 
Criminalidade
  • Durante o ano de 2012 a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Polícia Judiciária (PJ) registaram 395.827 participações de natureza criminal.
  • Face a 2011 existiu um decréscimo de 2,3% no número de crimes participados, onde o número de participações diminuiu em 9.461 participações.
 
 
  • Em 2012 existiram menos 1.494 participações de crimes de violência doméstica, em relação a 2011, o que representou uma diminuição de 6,3%.
  • Em relação a furtos em residência com arrombamento, escalamento ou chaves falsas registaram-se 25.148 participações, o que significa uma diminuição no número de participações de 2.091 participações, consubstanciando uma diminuição de 11,1% em 2012 face a 2011.
  • 15.755 foi o número de crimes de ameaça e coação participados, o que face a 2011 resultou numa diminuição residual de 53 participações, representando-se por uma diminuição em relação a 2011 de 0,3%.
  • Nos furtos em edifícios comercias e industriais com arrombamento, escalamento ou chaves falsas, comparando com 2011 assinalaram-se menos 3.048 participações, representando assim uma diminuição de 19,8% na participação deste tipo de crimes em 2012.
  • Durante o ano de 2012 registaram-se 11.000 participações de furto por carteirista em Portugal, menos 325 participações face a 2011.
     


 
  • Os crimes contra o património (218.236) e contra as pessoas (86.548) foram os mais significativos na criminalidade participada a nível nacional no ano de 2012.

     

Criminalidade por Área Geográfica
 
  • No respeitante a distritos Lisboa foi aquele onde a criminalidade foi mais participada, tendo-se verificado na totalidade 101.844 participações.
  • O distrito de Lisboa registou um peso relativo de cerca de ¼ da criminalidade registada.
  • Foi em Lisboa, conjuntamente com Porto e Setúbal que se verificaram metade do total dos crimes participados.
  • Em relação à criminalidade violenta e grave os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal representaram, em 2012, 71% do total das participações deste tipo de crimes, confirmando assim que este tipo de criminalidade é iminentemente urbano, apresentando uma especial incidência nas Áreas Metropolitanas.
  • Na comparação com o ano de 2011 o total de participações dos crimes violentos e graves os distritos onde se assistiu a uma diminuição foram o distrito de Lisboa (-1.384 casos; -12,5%), Setúbal (-507 casos; -15,8%), região autónoma da Madeira (-76 casos; -22,2%), Aveiro (-58 casos; -7,9%) e Braga (-54 casos; -5,8%).
  • Em sentido contrário estiveram os distritos de Leiria (+95 casos; +18,2%), Coimbra (+71 casos; +15,7%), Castelo Branco (+33 casos; +32,4%), Guarda (+32 casos; +43,8%).
  • No que diz respeito às grandes categorias de crimes, os crimes contra as pessoas representaram 21,9% de peso relativo no global da criminalidade participada.
  • As regiões da Madeira e dos Açores, e os distritos de Évora, Portalegre e Bragança foram as cinco primeiras regiões onde se verificou um peso relativo dos crimes contra pessoas, superior à média nacional.
  • Os crimes contra o património assumiram um peso relativo de 55,1%, e os distritos onde esse peso relativo foi maior face à média nacional foram Coimbra, Lisboa, Setúbal, Faro e Leiria respetivamente.
  • O distrito de Coimbra destacou-se, pela negativa, com um peso relativo significativo no valor de 61,9%, em oposição aos valores registados na Região autónoma da Madeira e no distrito de Vila Real.
  • Com cerca de 13% de peso relativo face à totalidade dos crimes, os crimes contra a vida em sociedade apresentaram um maior peso relativo no norte do país e na Região autónoma da Madeira.
  • Vila Real destacou-se como sendo o distrito onde o peso relativo dos crimes contra a vida em sociedade é maior face à média nacional, apresentando valores próximos dos 28%, tendo Coimbra e Setúbal sido os distritos onde os crimes contra a vida em sociedade registaram um peso relativo mais baixo.
  • A criminalidade em legislação penal avulsa, registou em Portugal, um peso relativo de 7,9%. Lisboa foi o local onde esta categoria apresentou um peso relativo maior, no valor de 8,9%.
  • Os distritos de Coimbra e de Vila Real foram as zonas onde o seu peso relativo foi menor.
     

 
 
Discriminação por Tipo de Roubo

Roubos a postos de abastecimento de combustível
  • No ano de 2011 registaram-se 250 participações deste tipo de crime, ao invés, no ano de 2012 registaram-se somente 232 participações, o que representa uma diminuição de 7,2% face a 2011.
  • Lisboa e Porto registaram 47% do total das participações, sendo que com Braga, Setúbal e Faro, estes cinco distritos concentram ¾ das participações.
  • Nesta tipologia de crime, o meio de coação mais utilizado foi a ameaça com arma de fogo.
  • Os assaltos a bombas de gasolina têm maior incidência no período entre as 20h00 e as 00h00, registando-se 53,7% dos assaltos.
  • Em 57% dos casos o veículo ligeiro foi o meio de fuga mais utilizado
  • Em mais de metade das ocasiões os valores roubados não ultrapassaram os 250€, só em 10% dos casos, o valor roubado excedeu os 1.000€.

Roubo a residências
  • Em 2012 ocorreram 995 participações por roubo a residência, o que na comparação com o ano de 2011 representa um aumento de 35,7%.
  • O distrito de Lisboa foi o local com maior número de participações, seguido pelos distritos do Porto e Setúbal, no seu conjunto, estes três distritos representam 60% das participações.
  • Em 2012, em mais de metade das ocasiões, este crime foi praticado por um indivíduo (52,8%).
  • Na maioria dos casos o meio de coação utilizado foi o de coação verbal de ameaça física ou psicológica (73,5%).
  • Em 34% das ocasiões, o produto do roubo não foi superior a 250€.
     
Roubos a farmácias
  • Em 2012 foram registados 82 roubos a farmácia, o que representa face a 2011, uma redução de 23,4%.
  • O maior número deste tipo de crimes ocorreu nos distritos de Lisboa, Porto, Braga e Setúbal, os quais no seu conjunto representaram 85% do total.
  • O roubo a farmácias foi, maioritariamente, um crime praticado por 1 indivíduo (58,2%).
  • A arma de fogo foi o meio de coação preferencialmente utilizado pelos criminosos, ainda que em muitas das ocasiões não tenha sido usado qualquer tipo de arma.
  • Em 61% dos assaltos, o valor roubado foi até 250€, sendo reduzido o número de casos em que o valor roubado foi superior a 1.000€ (2,4%).

Roubo a ourivesarias
  • No roubo a ourivesarias, em 2012 registaram-se mais 27 participações que em 2011, perfazendo um total de 164 participações, representando um aumento de 19,7%
  • Lisboa, Porto e Setúbal registaram 3/4 do total de participações, seguindo-se Braga, Santarém e Faro.
  • Este tipo de crime foi executado, na maioria das ocasiões, por um individuo (47%) ou dois indivíduos (24%), apenas em ¼ dos casos se pode considerar que foi praticado em grupo.
  • A ameaça com arma de fogo foi o meio de coação mais utilizado, aproximadamente em 50% das ocasiões.
  • Em termos globais, em cerca de 31% dos casos os assaltos renderam mais de 2.000€.

Roubo a viaturas
  • Durante o ano de 2012, foram roubadas 341 viaturas, o que representa menos 51 viaturas roubadas face a 2011, correspondendo a uma diminuição de 13%.
  • Lisboa e Porto registaram 64,2% das participações no seu conjunto.
  • Na maioria das ocasiões, este crime foi executado por um individuo (38,5%), ou dois indivíduos (27,8%), tendo a prática deste crime sido executada por grupos numa percentagem de assinalar (33,7%).
  • Em mais de metade das ocasiões (53%), o roubo foi executado com recurso à coação, sem que tenha sido utilizada qualquer tipo de arma.
  • Na esmagadora maioria dos roubos os suspeitos levaram a viatura do lesado (87,8%).
 


 




 

Sector da Segurança (Empresas)

Volume de Negócios do Setor de Segurança Eletrónica e Privada. Vendas realizadas por tipo Cliente. Vendas realizadas por tipo Cliente final. Mercado de Segurança por ramos de Actividade Económica.

Nota Introdutória

Os dados presentes nesta seção são influenciados pelas diferentes conceções de Setor da Segurança presentes nos estudos disponíveis no mercado. O Estudo do Setor da Segurança da APSEI considera o Setor da Segurança como sendo constituído por Segurança Eletrónica, Segurança Passiva, Segurança Ativa e Generalista. Por seu turno, o Anuário do Setor da Segurança publicado pela Premivalor considera que a Segurança é constituída por Segurança Eletrónica, Transporte de Valores e Vigilância Humana.

Volume de Negócios do Setor da Segurança
 
  • Em 2007 as vendas do setor da Proteção Contra Incêndios e Segurança Eletrónica foram estimadas em 600 milhões de euros, sendo o número de empresas estimado em 550.
  • Entre 2005 o número de empresas era estimado em 516, o que representa um aumento no número das empresas de 5,5% por ano.
  • O sub-setor que mais cresceu (aumento do volume de vendas) foi o da Segurança Eletrónica com uma média de 11% ao ano. Em 2006 cresceu 9%, em 2007 14% e em 2008 10%. Este sub-setor representa 44% do total de vendas do setor.
  • O segundo sub-setor que mais cresceu foi o da Proteção Passiva com uma média de 10% ao ano. Em 2006 o sub-setor da Proteção Passiva cresceu 14%, 11% em 2007 e 5% em 2008.
  • Por fim, o sub-setor da Proteção Ativa teve um crescimento médio de 5% por ano. Em o sub-setor da Proteção Ativa expandiu-se em 7%, em 2006 em 6% e em 2008 3%.
  • Os dados do Anuário do Setor da Segurança em relação à Segurança revelam que só o Vigilância Humana representa um volume de negócios total de 550 milhões de euros.
     

Vendas
 
  • Entre 20% e 30% de toda a produção do Setor da Segurança é absorvida pelo Setor da Construção Civil.
  • Em 2009, 84% do volume das vendas do setor da Segurança era proveniente do setor privado enquanto 16% tinham como origem o setor público.
  • Em 2007 as vendas para o mercado externo (exportações) representaram 38% do total das vendas do Setor da Segurança.
  • As vendas para o mercado interno atingiram um valor de 62% do total das vendas do Setor. Neste, a região mais importante é a de Lisboa e Vale do Tejo que absorve 47% do que é vendido no mercado nacional.
  • Os produtos exportados têm como principal destino a Europa (União Europeia e Espanha), algo que aconteceu em 53% dos casos. 46% dos produtos exportados foram tiveram como destino o continente africano, destacando-se Angola e Moçambique como os principais países compradores.
  • O sub-setor da Proteção Passiva destaca-se a nível das exportações, uma vez que coloca 55% do que produz no mercado externo.
     





 
 
  • Em média, em 2009, as empresas no setor da segurança esperavam 92 dias para receber pagamentos relativos a serviços.
  • Os equipamentos de CFTV são os produtos mais comercializados no ramo da Segurança Eletrónica, estando disponíveis em 96% das empresas inquiridas no Anuário do Setor da Segurança de 2009-2010.
  • Em 2009, os equipamentos de CFTV eram considerados como Core Business das empresas em 40% dos casos, os sistemas integrados em 20% dos casos e os equipamentos de deteção de incêndios em 16% das empresas.
  • Em 2009, 28% das instalações de equipamentos de Segurança Electrónica foram feitas via IP, enquanto 72% foram feitas por Via Não IP.

     


Compras do Setor e Importações
 
  • Em 2007, 64% as compras de produtos e equipamentos eram provenientes do mercado externo.
  • 36% (€33 Milhões) é a percentagem de mercadorias e matérias consumidas pelo setor da segurança em 2007.
  • Entre 2005 e 2007 o valor das importações nas compras de mercadorias diminuiu 4%, passando de 68% para 64% (€58 Milhões).
  • Em 2005 as importações eram essencialmente provenientes de Espanha, representando 47% do valor das importações. Em 2007, Espanha (39%) continua a ser o país mais exporta para Portugal, mas perdeu quota de mercado face ao resto da Europa (43%).
  • Em média, em 2009, as empresas no setor da segurança demoravam 62 dias para efectuar pagamentos.
     

 
Despesas do Setor da Segurança
 
  • Em 2007 os custos com o pessoal representaram 14% das despesas totais do Setor da Segurança.
  • As principais despesas do setor estão relacionadas com os custos das mercadorias vendidas e matérias consumidas (57%) e o custo do fornecimento de serviços externos (16%).
     
 
Recursos Humanos
 
  • Em 2007 o Setor da Segurança empregava entre 8.200 e 10.700 trabalhadores, o que se traduz numa média de 9.350.
  • 14 é o número de funcionários que, em média, cada empresa no setor da Segurança emprega.
  • 7% é a percentagem de trabalhadores do Setor da Segurança que são subcontratados.
 
 
Vendas de equipamentos de segurança eletrónica (estimativa em 2008):
 
  • 280.000 detetores de incêndio, dos quais 120.000 (43%) eram convencionais e 160.000 (53%) analógicos.
  • 10.300 centrais de incêndio, o que representa um crescimento de 10,5% face a 2006.
  • Entre as 10.300 centrais de incêndio vendidas, 7.000 (68%) eram convencionais e 3.300 (32%) analógicas.
  • 9.250 detetores de gases, dos quais 5.250 (57%) convencionais e 4.000 (43%) analógicos.
  • 2.800 Sinalizadores.
  • 1.150 centrais de gases das quais 800 (70%) foram convencionais e 350 (30%) analógicas.
  • 53.500 câmaras, 49.500 (93%) são fixas e 4.000 (7%) são móveis.
  • 9.500 videogravadores e 4.000 monitores.
  • 176.000 detetores de intrusão, dos quais 125.000 (71%) de infravermelhos, 16.000 (9%) de micro-ondas e 35.000 (20%) utilizam tecnologia dupla.
  • 20.000 Sirenes exteriores;
  • 35.000 foi o número de centrais de intrusão das quais 25.000 (71%) são residenciais e 10.000 (29%) endereçáveis.
  • 31,5 milhões de etiquetas adesivas, 13,5 milhões de etiquetas rígidas e 1,3 milhões de safers.
  • 5.100 antenas, 3.200 sistemas de rádio frequência e 1.700 sistemas acústico magnéticos.
  • 556 leitores de controlo de acesso biométricos, 215 leitores de banda magnética e 4.450 leitores de proximidade.
  • 800 Unidades de Controlo, 650 sistemas de controlo de acessos Stand Alone e 165 sistemas de controlo de acesso em rede.
 

 

Proteção Civil

Acidentes rodoviários. Acidentes aéreos. Acidentes ferroviários. Acidentes aquáticos. Ocorrências derivadas de condições climatéricas extremas. Acidentes com matérias perigosas. Fugas de gás. Bombeiros e socorro.

Principais dados estatísticos nacionais relacionados com a distribuição geográfica dos bombeiros e acidentes envolvendo efectivos. Ocorrências que envolvem a proteção civil e corporações de bombeiros.

Bombeiros
 
  • Em Portugal, a base do socorro prestado às populações está maioritariamente assente nos bombeiros, sobretudo os voluntários. Segundo dados de um estudo realizado por António Duarte Amaro, (“O Socorro em Portugal”, 2009), a maioria das corporações de bombeiros é composta por voluntários, seguindo-se os bombeiros municipais, os municipais sapadores e, por fim, os privativos.
  • O mesmo relatório revela que, segundo dados do INEM de Junho de 2009, existiam 192 protocolos de posto de emergência PEM (com ambulâncias cedidas pelo INEM, sediadas nos corpos de bombeiros) e 190 protocolos de posto de reserva (RES) do INEM.
  • Em termos gerais, os acidentes envolvendo bombeiros diminuíram de 2005 para 2007, sendo os acidentes em incêndios florestais aqueles que mais feridos provocam.
 

No que diz respeito aos bombeiros mortos em prestação de auxílio, a evolução dos valores tem sido inconstante. 1985 foi o ano que mais mortes registou, ao passo que 1983, 1987, 1993 e 2001 são os anos com menor registo de vítimas. Em média, entre 1980 e 2007, morreram seis bombeiros por ano. 
 


 
Intervenção dos Agentes de Segurança
 
  • Entre incêndios em habitações, incêndios industriais e outros incêndios (excluindo os rurais) a proteção civil prestou 26.398 intervenções de Socorro em 2011. Este número representa um aumento face ao total registado em 2010 (mais 3.556 ocorrências).
     
 
  • A Operação Verão Seguro – Chave Direta de 2011, que visa a proteção da propriedade privada, registou 2.009 pedidos de vigilância, sendo que 1.651 foram feitos pessoalmente nas esquadras e 358 através da Internet.
  • No ano letivo de 2010-2011, o programa Escola Segura abrangeu 3.453 estabelecimentos de ensino e 1.033.921 alunos.
  • O programa Escola Segura foi assegurado por um total de 391 elementos policiais, apoiados por 263 veículos ligeiros e 78 motociclos.
  • No âmbito do programa Escola Segura foram realizados em 2010 um total de 16.489 ações destinadas à comunidade escolar, que incluem sessões de sensibilização e informação, demonstrações e exercícios de prevenção.
  • A Operação Escola Segura II – Início do Ano Escolar 2010/2011, que tem como objetivo garantir a segurança nas imediações dos estabelecimentos de ensino e caminhos casa-escola-casa, contou com o empenhamento de 2.941 elementos policiais. Nesta operação foram realizadas 104 detenções, aprendidas 334 doses de produtos estupefacientes e detidos 28 condutores com excesso de álcool.
  • 949 foi o número de elementos policiais empenhados no desenvolvimento do programa contra a Violência Doméstica, Apoio à Vítima.
  • O programa Comércio Seguro, que tem como objetivo criar condições de segurança em estabelecimentos comerciais, contou com 654 elementos policiais.

Acidentes Rodoviários

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) divide os acidentes rodoviários em duas categorias: por atropelamento ou envolvendo viaturas. No primeiro caso, englobam-se os ferimentos, lesão ou contusão causados por qualquer tipo de viatura, ao passo que no segundo caso se considera a colisão entre viaturas ou perda de controlo de viatura. 
 

 
O número destas ocorrências aumentou de 37.850 em 2009 para 38.820 em 2010. No que diz respeito aos acidentes que envolveram atropelamento, foram mais frequentes nos meses de novembro e dezembro, nos distritos de Lisboa e Porto. Nos acidentes envolvendo viaturas, por seu lado,destacam-se novamente os distritos de Lisboa e Porto, ao passo que a frequência foi mais alta no mês de outubro.
 

 

Os dados que abrangem um período mais amplo, revelados em outubro de 2011, indicam que os acidentes com vítimas registados entre os meses de janeiro e outubro de 2002 a 2011 têm vindo a diminuir. De todos estes anos, 2011 é, aliás, aquele que regista menor número de acidentes: 91% (27.148 ocorrências) de acidentes com vítimas, 7% (2.200 ocorrências) com mortos ou feridos graves e apenas 2% (525) com mortos. As distribuições mensais e por distrito revelam que agosto foi o mês com mais vítimas nas estradas, com maior incidência nos distritos de Lisboa e Porto.


Acidente Aéreo

Os acidentes aéreos englobam a colisão e queda de meio aéreo ou qualquer tipo de avaria do mesmo que implique a mobilização de meios em terra. Em 2010 registaram-se mais 12 ocorrências que em 2009, na sua maioria nos distritos de Setúbal e Faro. A distribuição mensal destaca os meses de fevereiro, março, julho e agosto com maior número de registos.


Acidentes Ferroviários

Os acidentes ferroviários –que podem ser por atropelamento, abalroamento ou descarrilamento – desceram de126 ocorrências em 2009 para 86 em 2010. Consideram-se acidentes por atropelamento todos os que resultem em ferimento, lesão ou contusão causado por qualquer tipo de composição ferroviária. Este tipo de acidentes foi mais frequente em Lisboa e Porto no mês de janeiro. Já os abalroamentos – 10 ao todo em 2010 – incluem as colisões entre composição ferroviária e viaturas, sendo a frequência maior em agosto, nos distritos de Setúbal, Leiria e Santarém. Por fim, em 2010, registaram-se quatro descarrilamentos em Aveiro, Braga, Porto e Setúbal. 
 


Acidentes Aquáticos

Em 2010 registaram-se menos 20 acidentes aquáticos que em2009. Estas ocorrências, que envolvem, acidentes com embarcações ou veículos aquáticos (por exemplo naufrágios, colisão entre embarcações ou com um obstáculo), foram mais frequentes nos meses de Maio e Junho nos distritos de Setúbal e Leiria. 


Ocorrências Derivadas de Condições Climáticas Extremas

As quedas de árvores e estruturas, desabamentos e deslizamentos, inundações ou abastecimento de água à população são ocorrências que normalmente têm lugar quando se fazem sentir condições climatéricas extremas, decorrendo direta ou indiretamente das mesmas. Em 2010 registaram-se 26.551 ocorrências deste tipo, mais 2.211 que em 2009.
 

 
No que diz respeito às quedas de árvores, foram ao todo10.666, destacando-se o distrito de Coimbra em termos de localização e os meses de fevereiro e outubro quanto à data.

Consideram-se desabamentos todos os colapsos de construções ou estruturas que causem estragos na área em redor. De acordo com os dados registados pela ANPC, em 2010 ocorreram 512 desabamentos, mais 32 que no ano anterior. O principal destaque vai para o distrito do Porto,que registou nesse ano um número de ocorrências consideravelmente superior à média verificada nos anos 2006/2010. Os dados da ANPC revelaram ainda que os meses de Inverno são os que registam mais desabamentos.
 

 
Já os deslizamentos de terras implicam circulação decorrentes de terra com provável arrasto de elementos e, de acordo com os dados registados, em 2010 ocorreram 648 episódios, mais 148 que em 2009. Lisboa, Faro e Coimbra foram os distritos onde se registaram mais deslizamentos, com números claramente superiores à média dos anos 2006/2010. Relativamente à distribuição mensal, à semelhança do que acontece com os desabamentos, houve um maior número de registos nos meses de Inverno.

Em 2010 o número de inundações aumentou em relação ao ano anterior, tendo-se registado 7.573 ocorrências em espaço urbano. Estas inundações estiveram mais concentradas no mês de outubro, destacando-se a cidade de Lisboa que excede em larga escala os restantes distritos nacionais.

Incluem-se na queda de estruturas a falha ou deterioração de estruturas físicas como andaimes ou muros. Em 2010 foram registadas 3.203 ocorrências, valor que representa uma forte subida em relação a 2009 em que se registaram apenas 2160. Lisboa e Porto foram os distritos mais afetados, ao passo que fevereiro foi o mês que registou mais acidentes.

Por fim, os abastecimentos de água à população totalizaram cerca de 3.949 ocorrências, menos 2.151 que em 2009. Porto e Coimbra foram os distritos que apresentaram valores superiores à média distrital, numa distribuição mensal em que se destacam os meses de Verão, de julho a setembro.


Acidentes com Matérias Perigosas

Os acidentes com matérias perigosas podem ser qualquer situação anormal que ocorra com substâncias químicas/materiais declarados perigosos por uma autoridade competente e capazes de provocar riscos graves para a saúde ou no transporte/deslocação das mesmas. De 2006 a 2010, esta categoria de acidentes registou valores relativamente baixos. No caso dos acidentes com as matérias propriamente ditas, registaram-se 30 ocorrências em 2009 e mais três em 2010. No que diz respeito ao transporte das matérias, em 2010 foram registados sete acidentes, menos quatro que no ano anterior. 
 

Fugas de Gás

Existem dois tipos de fugas de gás: as que ocorrem por mau estado da canalização ou conduta e aquelas que ocorrem quando o depósito/reservatório onde o gás está armazenado se encontra em mau estado de conservação ou quando o mesmo sofre um problema localizado que dá origem a uma fuga.
 

 
Em 2010 ocorreram 1.038 fugas de gás por mau estado da canalização ou conduta. Este valor representa uma diminuição de 62 ocorrências. O relatório da ANPC revela também que se destacam o distrito de Lisboa, com cerca de 40% do total de ocorrências registadas neste ano, sendo janeiro e julho os meses com maior número de ocorrências registadas.

No que diz respeito às fugas em reservatório, 2010 registou 100 fugas, menos duas que em 2009. Lisboa, Faro e Setúbal foram os distritos com mais ocorrências ao passo que a distribuição mensal indica que o maior número de ocorrências foi registado nos meses de janeiro e fevereiro.